
7ª Reunião Conselho Consultivo GLBTT - 07/03/2006, 19h00min, Câmara Municipal de São Paulo

Presentes:
Alexandre Antunes - Heliópolis
Beto de Jesus - Instituto Édson Néris / ABGLT / ILGA
Beto Sato - Instituto Intercultural - Mix Brasil
Cássio Rodrigo - CADS
Edson de Azevedo - Instituto Ser Humano
Emily Cardoso - LGTBB e Coletivo de Mulheres do PT
Fabio Damasio - Mandato Vereadora Soninha
Fernanda de Moraes
Justino Luiz - Comunidade Cristã Nova Esperança
Marcelo Toledo - Comunidade GLBTT
Márcia Lima - ACASTRA – ESP
Mário de Abreu - CADS - SEPP
Sandra Catarina - Jornal GLS
Sebastião Lopes - Comunidade Cristã Nova Esperança
Soninha Vereadora
Vicente F. Santos - Movimento Negro
Nossa primeira reunião do ano. Logo no início ressaltamos a importância de termos um conselho que busque resultados práticos. Não gostaríamos que esse conselho fosse visto apenas como um local para discussões; afinal, temos um representante do legislativo municipal que pode atender as demandas.
Como já havia sido dito anteriormente, nossa orientação para esse ano é focar principalmente duas problemáticas bastante evidentes para os cidadãos GLBTT. São elas: combate à homofobia e trabalho para Trans.
Quanto à homofobia, falou-se-se sobre a necessidade de se criar programas de educação para a diversidade sexual, ressaltou-se a importância de se criar não apenas condições de acesso, mas também de permanência nas escolas.
Foram mencionados os programas de inclusão de transgêneros na escola e sua permanência nelas. Importante também garantir vagas de transgêneros em albergues.
A Soninha sugeriu que haja propostas culturais sobre esse tema nas escolas: filmes, teatro, exposições.
Ficou decidido que iremos fazer uma pesquisa de matérias publicadas sobre o assunto e apresentar uma proposta sobre o que pode ser feito sobre isso. Quem quiser contribuir com esse trabalho, entre em contato conosco. Essa pesquisa e as propostas deverão estar concluídas até abril, quando faremos uma reunião para discutir o assunto.
Houve uma importante discussão sobre os Conselhos Tutelares. Como fazer um trabalho de sensibilizar os conselheiros tutelares para lidar com a diversidade entre os adolescentes?
Tivemos um breve informe sobe a CCNE – Comunidade Cristã Nova Esperança, uma igreja aberta às pessoas da comunidade GLBTT. Foi-nos relatado que há algumas igrejas que aceitam trans em seus cultos, oferecem inclusive moradia e alimentação. Porém pedem que a pessoa deixe de ser trans.
Passamos então a falar sobre trabalho para trans. O Instituto Ser Humano tem um trabalho de treinamento em corte e costura para pessoas trans. Porém há dificuldade em se conseguir verbas para a execução desse projeto.
Ficamos encarregados de pesquisar programas de crédito para a formação e inclusão de trans no mercado de trabalho.
Passamos então ao tema do Autorama. Além das discussões sobre o fechamento (depois foi reaberto), ,os participantes do conselho cobraram a falta de políticas públicas claras para os GLBTT. Sugeriu-se, por exemplo, educadores sociais para trabalhar no Autorama, educadores treinados para orientar sobre as questões da diversidade sexual.
Falamos então sobre o problema da violência que afeta as pessoas trans. Mais especificamente sobre o assassinato da Gisberta Giz em Portugal. O governo brasileiro e a diplomacia brasileira deixaram muito a desejar nesse caso. Decidimos entrar em contato com o Ministro das Relações Exteriores, o Celso Amorim, e pressionar para que a embaixada brasileira em Portugal acompanhe o caso bem de perto. Decidimos também entrar em contato com o Conselho Nacional de Combate à Discriminação. Quem quiser ajudar nisso também será muito benvindo.
Por fim houve uma última sugestão, um projeto que obrigue os bares da cidade a disponibilizarem camisinhas para seus freqüentadores.
Assim se deu nossa reunião. A próxima ainda não tem data marcada, mas deverá ser em meados de abril.
Grande abraço a
tod@s e até lá!