Procurar:
arquivo

Igreja Comunidade Cristã realiza ''casamento'' gay

Nesse próximo sábado, dia 29 de julho, acontece na cidade de Goiânia o “casamento religioso” das lésbicas Ana Paula da Silva e Katiane da Silva. As duas vão realizar o sonho de casarem em uma cerimônia realizada pela Igreja Comunidade Cristã – ICM.

A união das duas será abençoada pelo pastor Patrick e pelo Rabino Ezer e estará presente também no local a advogada Helena Carramaschi, que será uma espécie de juíza de paz. Depois da cerimônia o casal assinará também o contrato de união estável da Associação Goiana de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (AGLT).

De acordo com Dani Lima, presidente do Grupo Lésbico de Goiás (GLG), o “casamento” servirá como um incentivo aos homossexuais saírem do armário. “As lésbicas sofrem duplo preconceito social, primeiro com o machismo por serem mulheres e depois pela lesbofobia pelo fato de serem homossexuais femininas. O casamento de Ana Paula e Katiane da Silva, além de um desejo antigo do casal, é uma forma de mostrar para a sociedade que o amor entre duas pessoas é igual em qualquer orientação sexual”, afirmou Lima.

Fonte: http://gonline.uol.com.br/livre/gnews/gnews.asp?IdNews=3721

São Paulo terá 1º centro de atenção ao turista GLS do mundo
(03/07/2006) 
 
A Associação Brasileira de Turismo GLS, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, inaugurou nesse domingo, dia 2 de julho, as obras de construção do primeiro Centro de Atenção ao Turista GLBT da cidade de São Paulo.

Apesar da chuva forte que caia na cidade, compareceram ao evento autoridades e moradores das proximidades do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista. O local que será revitalizado com a construção do centro é o Belvedere da Avenida 9 de Julho, atrás do Museu e em cima do túnel que liga os bairros da Bela Vista e do Jardins.

Cássio Rodrigo, da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual, explicou que, além do Centro de Atenção ao Turista GLBT, serão desenvolvidos no local projetos de inclusão digital e também um “bar-escola”. “Teremos aprendizes de barista em um café próprio, com vista panorâmica”. Apesar de voltado para o público homossexual, o centro também atrairá, segundo Cássio, os freqüentadores da Paulista e região, especialmente os que buscam atividades culturais. De acordo com Regina Takeo, também da Coordenadoria, a cada dois meses será possível a realização de shows ao ar livre, em frente ao Belvedere.

Franco Reinaudo, da Associação Brasileira de Turismo GLS, salientou que esse é o primeiro centro desse tipo no mundo. “São Paulo sai na frente. Com o auxilio da comunidade, vamos dar exemplo para o resto do mundo”.

Para animar a festa e espantar o frio, a cantora e compositora Laura Finocchiaro, escolhida para ser a patrona do centro, fez um pocket-show, com músicas “para meninas, para meninos e para a cidade”, segundo a própria. No repertório, músicas de seu último CD, “Oi” e também canções em homenagem à São Paulo, como “Tristeza do Jeca” e “Menina Linda”.

Passeando com seus três cachorros, a moradora Sílvia Rolim declarou estar contente com a iniciativa. “Esse é um espaço importante da cidade e que se encontra desativado. Vai ser bom poder contar com um café e com atividades na praça”.

Os arquitetos responsáveis pela reconstrução do Belvedere prometeram entregar a obra em três meses, segundo informou o José Police Neto, o Netinho, titular da Secretaria de Participação e Parceria, São Paulo.

Local abrigou a primeira Bienal

A escolha do Belvedere não é gratuita. Antigo salão de recepção do Parque Trianon, o espaço abrigou no passado o Masp e a primeira Bienal, em 1951. Com a construção do prédio de Lina Bo Bardi, nos anos 60, o Belvedere foi desativado. Na gestão de Marta Suplicy como prefeita da cidade, os dois chafarizes que compõem o prédio foram reinaugurados, mas o espaço permanece, até então, habitado por moradores de rua.

Segundo Police Neto, São Paulo sempre foi uma cidade moderna e recuperar o Belvedere para a população GLBT é prova de seu cosmopolitismo. “A São Paulo vanguardista é a São Paulo do respeito. A cidade com a maior parada do orgulho do mundo tem de ter atividades o ano todo”, disse ao G Online.

De acordo com Netinho, o espaço será reestruturado completamente. “Será uma recuperação histórica, começando pelo prédio principal e se estendendo aos jardins e ao entorno. Os atuais moradores serão encaminhados para unidades especiais, cuidados por assistentes sociais”.

Fonte: http://gonline.uol.com.br/livre/gnews/gnews.asp?IdNews=3644

Julgamento de assassinos de travesti brasileira segue em portas fechadas (03/07/2006 )

No segundo dia de julgamento de 13 adolescentes portugueses indiciados da morte da travesti brasileira "Gisberta" Salce Júnior, os menores foram acusados de "tentativa de homicídio, com dolo eventual", o que significa que não teriam agido com a intenção de matar, mas sabiam que as agressões poderiam levar ao desfecho trágico.

Segundo o advogado dos adolescentes, Pedro Mendes, em declaração à agência de notícias Lusa, o tribunal "tem tido muito cuidado com os menores". Há duas semanas, o Parlamento Europeu pediu às autoridades portuguesas "punição severa" para os culpados.

Os réus têm entre 13 e 15 anos e, se julgados culpados, não irão para a cadeia. Um 14º envolvido foi julgado em separado porque já ter completado 16 anos. Sem provas que o condenassem, foi considerado inocente.

Por esse motivo, o Ministério Público português já pediu a pena alternativa de internamento em estabelecimento tutelado pelo Instituto de Reinserção Social, além de tratamento psicológico e obrigatoriedade de freqüentar a escola. "O pedido de punição do Parlamento Europeu prejudica a defesa. Todas as formas de pressão contrariam aquilo para que a justiça foi feita", disse Mendes.

Doze dos réus são residentes da Oficina de São José ou do Centro Juvenil da Campanha, instituições mantidas pela Igreja Católica para abrigar menores com problemas familiares. Apesar de vinculados às instituições, eles vivem em regime aberto, com liberdade para sair.

Entenda o caso
Com 46 anos, a brasileira Gisberta vivia em Portugal desde 1990. Nascida em uma família pobre do interior de São Paulo, "Gis", como era conhecida, foi para Europa tentando conseguir ser operada para mudar de sexo. Antes de Portugal, morou na França, trabalhando em shows e como prostituta. Lá começou tratamento hormonal e fez implante de mamas, mas não alterou seus genitais.

Em Portugal, ganhava a vida imitando a cantora Daniela Mercury. Portadora do HIV, com problemas financeiros e de saúde, ela morava em uma construção abandonada na cidade do Porto. Em 2005, chegou a ser internada em uma insituição que cuidava de vítimas da Aids, mas fugiu. No dia 19 de fevereiro deste ano, ela foi vítima de agressões sexuais e apedrejamento.

Depois, os agressores afogaram a travesti jogaram seu corpo em um fosso de 15 metros de profundidade, onde foi encontrado após três dias.

O crime chocou a opinião pública de Portugal e abriu discussão sobre o enquadramento penal de menores, descobertos após um deles ter contado o caso para uma professora. Edmundo Martinho, presidente do Instituto de Segurança Social do Porto, pediu intervenção na Oficina de São José, alegando que há suspeitas dos menores participarem de gangues que promovem ataques às minorias.

Em 8 de junho, transgêneros portugueses pediram à Assembléia da República, em Lisboa, que o Estado assumisse responsabilidade sobre o caso. No dia 24 de junho, participantes da Parada do Orgulho de Lisboa fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Gisberta. Portanto máscaras com o rosto da travesti, os manifestantes pediam leis de proteção contra a homofobia. Em outras cidades européias, o nome de Gisberta também foi lembrado nas comemorações do Dia do Orgulho Gay, 28 de junho.

O caso está sendo julgado pelo Tribunal de Família e Menores do Porto, a portas fechadas.
 
Fonte: http://gonline.uol.com.br/livre/gnews/gnews.asp?IdNews=3649