Sugestões,
comentários,dúvidas.
Seja nosso interlocutor ao longo do mandato. Aqui você pode
ver algumas das mensagens recebidas.
(as mensagens são reais; os nomes, inventados)
>
> CARA SONINHA
> >
> > AO INVÉS DE VC. FICAR SE PREOCUPANDO COM A FORMA COMO A REVISTA ESTÁ
> > TRATANDO A SRA. MARTA, PORQUE VC. NÃO TENTA EXPLICAR O ESQUEMA DE “MENSALÃO”
> > PROMOVIDO PELO PT........
> > OU ENTÃO PORQUE VC. NÃO INFORMA QUANTOS PROJETOS FORAM VOTADOS NA ASSEMBLÉIA
> > ESTA SEMANA.....
> >
> > Atenciosamente,
> Claudio
>
RESPOSTA
>Caro Claudio, uma coisa não exclui a outra.
>
>Eu não preciso explicar o "esquema do mensalão", ou melhor, não tem
o que “explicar”. Eu quero que tudo seja apurado, investigado, e se
houver irregularidades comprovadas, que todos os envolvidos sejam
punidos.
>
>Outra coisa: eu sou vereadora, portanto trabalho na Câmara e não na Assembléia. Normal, muita gente confunde.
>Às vezes passamos muito tempo sem votar projetos aqui, e não há nada que um vereador possa fazer sozinho para mudar isso.
>Às vezes, há bons motivos para não votar um projeto: quando ele
precisa de discussões mais aprofundadas, por exemplo, e o governo (ou a
oposição) querem votar correndo, sem analisar direito, é melhor
derrubar a sessão...
>E, pra completar: votar projetos não é a única coisa que se faz na
Câmara. Às vezes nem é a mais importante, já que se podem criar
inúmeras leis que, na prática, resolvem muito pouco. A imprensa só fala
da votação de projetos, mas existem mil outras coisas que um vereador
faz, por exemplo para fiscalizar o serviço público municipal.
>
>De todo modo, como eu disse, uma coisa não exclui a outra. Eu
trabalho bastante aqui na Câmara, escrevo direto no meu site para
contar o que está acontecendo por aqui, quero que todas as denúncias de
corrupção sejam apuradas, e acho que tenho o direito de protestar
contra uma revista que baixa o nível desse jeito. Como eu disse, não
quero que nenhuma mulher seja tratada como "perua" em um texto
jornalístico, mesmo que fosse minha maior adversária ou inimiga.
>
>Abração,
>Soninha
>-----------------------------------------------------------------------
> > Soninha,
> >
> > Sou seu eleitor, participei inclusive de alguns dos eventos de sua
> > campanha e busquei conseguir votos pra você através de minha atuação
> > junto a amigos e outras pessoas com as quais tenho contato.
> >
> > Sempre leio sua newsletter e acho muito interessante, mas devo dizer que
> > esta defesa da Marta frente a um tema tão fútil me entristece. Nada
> > tenho a favor da Veja, a leitura da Veja inclusive foi banida de minha
> > leitura vários anos atrás, entre as revistas semanais, talvez a única
> > que valha a pena no Brasil seja a Carta Capital, mas isso não vem ao
> > caso.
> >
> > O fato é que chamar alguém de perua não constitui insulto, aliás,
> > qualquer pessoa que faça compras na Daslu poderia ser assim classificada
> > em minha opinião, pois nada justifica gastar valores desta magnitude em
> > compras num país de tantos miseráveis e Marta, sendo do PT deveria ter
> > esta sensibilidade.
> >
> > Consta no dicionário Houaiss da língua Portuguesa:
> > Perua - substantivo feminino:
> > 4 Regionalismo: Brasil. Uso: informal, pejorativo.
> > mulher que se dá ares de elegante, mas que se veste
> > espalhafatosamente
> >
> > Apesar de ser um uso pejorativo, não é uma ofensa, apenas declara a
> > forma espalhafatosa de vestir. E me desculpe mas colocar no corpo roupas
> > de valores tão altos quanto as que Marta exibe normalmente é uma forma
> > de vestir espalhafatosa. Podemos até discordar disso, mas quem observa
> > Marta ao longo dos anos pode ver a forma como ela se veste, poderia ser
> > considerado elegantésima em Paris, mas num país informal como o Brasil,
> > onde o salário mí¬nimo é de R$ 300,00, vestir um tailer Channel é uma
> > ofensa pública aos miseráveis.
> >
> > Enfim, cada um pode ter sua opinião, mas me pergunto até que ponto esta
> > é sua real opinião e até que ponto foi algo imposto pelo partido, uma
> > defesa tão apaixonada da forma de vestir de Marta, ainda mais vindo de
> > você, que é uma pessoa que sempre que encontrei mostrou vestir-se de
> > forma muito despojada, que devo dizer considero de muito melhor
> > adequação ao ambiente brasileiro, principalmente no dia-a-dia.
> >
> > Grande abraço,
> >
> > Guilherme
>
>RESPOSTA
>Guilherme,
>
>Pra começar, a gente concorda em MUITAS coisas. Eu também não leio
a Veja, faço campanha contra. Até saí na Veja outra dia, porque achei
que a proposta era "útil" -- falar de câncer abertamente, sem tratar
como drama, tabu, etc.. Mas em geral nem quero saber o que sai na Veja.
>
>Agora, acho que referir-se a alguém como "perua" -- um termo pejorativo -- é um insulto, sim. Ora, se é pejorativo...
>
>O que está em discussão não é se a Marta é ou não é “perua”... É
claro que eu não me visto como ela. É claro que eu jamais iria à Daslu,
que sou contra a Daslu e tudo o que ela representa. Mas a gente não
está em uma conversa de boteco, está falando de uma revista de
notícias, que deve seguir alguns códigos de conduta. É simples assim.
>E só não segue nesse caso, tenho certeza, porque é uma mulher e do
PT... Você acha que eles jamais se refeririam à Lu Alckmin, por
exemplo, como "a perua"? Ou à Milu Vilela? Será que diriam "a perua
benevolente", porque ela se veste de modo espalhafatoso?
>
>Outra coisa: se o Serra usar um terno da Daslu – talvez ele tenha
um -- alguém o chamaria de "peru"? Não, até porque o termo não tem
correspondente masculino.
>
>Como eu disse, a Veja podia estar se referindo a qualquer mulher,
por quem eu não tenha nenhum respeito ou simpatia -- o jornalismo que
se pretende "sério" não pode perder as medidas desse jeito. Eu odeio a
Veja pelo escárnio, o deboche, e acho que eles se superarm dessa vez.
Imagine se uma revista semanal americana, dessas que a Veja toma como
modelo, falaria de uma mulher -- e uma ex-autoridade -- como "chick"
(galinha) ou coisa parecida... Não, tem de ter limite.
>
>Ninguém me impôs nada não, foi indignação sincera.
>
>Abração, espero que você me entenda (mesmo que não concorde!)
>Soninha
>-------------------------------------------------------------
>Soninha,
>Bom dia.
>
>Também acho um absurdo isso !!
>Antes do polí¬tico devemos também respeitar a pessoa , o cidadão.
>Não se pode ir ofendendo assim sem mais , nem menos..
>Recebo sempre emails maldosos falando mal de políticos , de corrupção ,
>roubalheira e mais..Não fico repassando sem ao menos saber sobre o caso
>e ver a veracidade da coisa.
>
>Acho que o povo deveria se interessar mais sobre o que acontece na
>política e na sociedade , antes de julgar e replicar informações que nem
>se preocupam se é verdade..
>
>Abraços
>
>Mauricio
>
RESPOSTA
> >>>Puxa, Mauricio, que bom que você entendeu.
>Tem gente que acha que eu estou fugindo do assunto, que não estou falando do problema realmente sério...
>Mas não é isso!
>Até briga de rua tem suas "regras"... Tem golpe que não se dá,
coisa que não se faz, mesmo que você esteja esmurrando a pessoa... Dedo
no olho não vale...
>A imprensa não pode avacalhar desse jeito. Se houver denúncias
sérias, tem mais é que publicar, investigar, exigir providências.
Mas vamos ao menos chamar as pessoas pelo nome! É muita folga, e só
porque se trata de uma mulher, e do PT. Alguém chamaria a Roseana
Sarney de "madame"? O Pitta de "negão”? Não tem cabimento achar que
pode se referir à Marta como "perua", com a maior naturalidade... Vamos
voltar ao nível civilizado da discussão.
>É isso...
>Abração, obrigada por escrever
>Soninha
>
>-------- Mensagem encaminhada --------
>
>Acho que as palavras são realmente chulas, mas as pessoas a que estas
>palavras se referem também as são, sei que as vezes parece preconceito,
>mas na verdade as pessoas deveriam ser mais úteis a sociedade, que é tão
>carente de verdades e humanidade em detrimento ao banalismo e pobreza de
>espírito.
>
>Às vezes as pessoas se encaixam nas palavras e não vice-versa.
>É meu sentimento.
>
REPOSTA
> >>>Alberto, como eu disse -- mesmo que a Veja estivesse
falando do meu pior inimigo ou inimiga, não podia baixar o nível desse
jeito. Pode criticar, pode fazer denúncias (desde que se baseie em
informações fundamentadas, corretamente apuradas), mas não pode tratar
as pessoas como bem entender. Já pensou, chamar uma de "perua", a outra
de "madame", o outro de "burguesinho"... Isso é coisa que se faça na
imprensa séria? Eu acho que não pode. O respeito vai afrouxando, daqui
a pouco não tem mais limite nenhum. Eu realmente acho que tem de haver
um mínimo de compostura, um código de conduta. Não é frescura; é para
garantir a civilidade. É aquilo que vale para o relacionamento entre
pais e filhos, alunos e professores... O professor pode ser o pior do
mundo, mas o aluno não pode chamar ele de qualquer jeito, entende? É
por aí... É uma regra de convivência que tem de ser seguida para não
avacalhar de vez.
>
>Abração, obrigada pela atenção,
>Soninha