
Sobre o texto "Vacas para Todos!"
Nobre vereadora, li uma reportagem em que dizia que a senhora foi ou vai
a uma escola da periferia ( episódio das vacas), bem, devo confessar que
eu tinha uma outra imagem da senhora, a mesma que tenho dos outros
imundos vereadores que temos em nossa cidade, de que a senhora tem nojo
de pobre. vi que não, que a senhora vai até nossa sofrida periferia,
gesto nobre e honrado da sua parte. Gostaria de dizer que tem meu apoio
e meu voto para todas essas atitudes em muito mais em relação aos
pobres. Essa é apenas uma simples mensagem do seu futuro eleitor.
Obs: O PT precisa fazer mais oposição a esse nefasto prefeito que
desgoverna nossa cidade.
Muito obrigado.
(Valter C. Junior)
Soninha,
Poxa! Que legal ler suas colunas, as informações no site, saber das posturas do mandato.
Lí o texto sobre a vaca no Jd São Luiz e lembrei-me de fatos recentes que viví ali.
Entre 2000 e 2002 trabalhei num projeto de humanização dos cemitérios mais distantes do centro: Vila Formosa, Perus, Saudade, São Luiz, Parelheiros.
Nosso objetivo era transformar aqueles espaços tão esquecidos, tão negligenciados e porque não dizer feios mesmo, em cemitérios limpos, com árvores, flores, bancos para descanso, ruas calçadas, assim como são s cemitério das áreas ricas da cidade.
Queríamos o mínimo necessário para a garantia da dignidade de pessoas tão sofridas que sepultavam seus amigos, familiares num cemitério conhecido como cemitério de bandidos!
Felizmente conseguimos fazer muitas coisas ali com a ajuda da comunidade. E veja só, acreditávamos que a população detestava o cemitério e para nossa surpresa este ódio que imaginávamos não passava de indignação contra o esquecimento e o descaso.
Juntos plantamos árvores, flores, reconstruímos e reformamos as edificações e ruas.
Coisas tão simples e baratas que tornaram o espaço mais verde, mais bonito.
É triste ver comunidades inteiras vivendo e morrendo sem contar com a presença do Estado, de outros setores da sociedade. Se dependesse dos moradores desta região nosso projeto continuaria. Pena que nem todos se preocupam com a maioria.
Seu mandato é muito importante para a cidade, e mais ainda para bairros como o Jd São Luiz.
Dar voz e representar os interesses destas comunidades humildes é urgente.
Um abração,
Eliana Antonia
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Sobre a polêmica dos trajes no plenário:
Sexta-Feira, 23 de Setembro de 2005.
Olá, Bom Dia !
Fiquei impressionado quando li hoje no jornal a proposta de obrigar as vereadoras a usar "tailleur" durante as sessões plenárias.
Do meu ponto de vista, a Câmara Municipal deveria ser o espaço mais democrático da cidade, pois afinal, todos os vereadores são eleitos pelo povo.
A questão é muito simples, você recebeu votos pelo seu jeito de pensar,agir e também de "se vestir".
Neste ponto, muitos poderiam argumentar que a forma de se vestir não interfere na forma de se fazer política, de modo que uma simples imposição formal de se vestir conforme supostamente manda o decoro, não afetaria o livre exercício de suas funções.
Discordo completamente disso !
É óbvio que a forma de se vestir influi na forma de se fazer política.
As roupas revelam a personalidade da pessoa. As roupas quando usadas segundo
a própria convicção, deixam o indivíduo mais a vontade, mais livre.
E é de liberdade que um político precisa.
Somente livre poderá atuar segundo as suas próprias convicções, as quais
foram aprovadas pelos seus eleitores.
Na minha opinião, obrigar um vereador a usar determinado tipo de roupa,é uma tentativa de "intimadação política", é um cerceamento à liberdade política, é inconstitucional.
O inciso VIII do artigo 29 da Constituição Federal é claro ao assegurar
a:
"VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e
votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município".
Bom, e mesmo se a liberdade política não fôsse um direito neste país, perguntaria:
Em que Lei está escrito qual é a roupa certa e qual é a errada ? Garanto que em nenhuma!
Em que Lei está escrito o que é um vereador bem vestido e o que é um vereador mal vestido ? Garanto que em nenhuma !
E em que Lei há a proibição de um vereador ir trabalhar mal vestido ?Também garanto que nenhuma !
Como já disse, o povo te elegeu não somente pelo seu jeito de pensar e agir, mas também por você ser o que é.
Não que uma eventual imposição do uso de "tailleur" possa desfazer o que você é, mas certamente constituiria uma tentativa disso, e portanto é ilegal, por contrariar o voto daqueles que te elegeram.
Eu vi a sua foto hoje no jornal. Realmente a calça jeans que você usava não faz o meu estilo. Mas e daí ? O seu mandato é legítimo, e portanto deve ser respeitado por todos.
Concluindo, venho lhe desejar BOA SORTE nesta batalha contra o "moralismo infundado", lamentável e inconstitucional.
Vai dar tudo certo ! E que sirva essa polêmica para derrubar o artigo 138 do Regimento Interno da Câmara Paulistana.
Hugo Chusyd.
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sobre o Dia Sem Carro:
Soninha! Acho algumas idéias suas interessantes, mas não queiramos tapar
o sol com a peneira. Não se tem segurança nem a pé, nem de carro, muito
menos de bike e quanto ao desarmamento, hoje já é proibido andar
desarmado e a turma de lá está carregada de armamento e do pesado.
Imagine quando eles tiverem certeza de que ninguém revidará, nem com um
tiro para o alto!pq os do "bem" estarão feito cordeiros frente aos
lobos! Os do "mal" praticarão mais barbaridades do que praticam hoje.
Precisamos de mais educação,onde ensinaremos os valores além dos
materiais e que a polícia esteja presente e atuante. Aliás´, não só a
polícia mas toda a sociedade e os poderes constituidos engajados em prol
da comunidade e não de si mesmos, como temos visto. Chega de cerceamento
de direitos. Pagamos tributos e não podemos usar os bens que compramos.
Não é por aí! Não acredito que balaxbala resolva menos ainda
balaxcerteza de nenhuma bala nem do cidadão, nem da polícia, que é em
número insuficiente nem da justiça que é morosa nem da prisão que, além
de não reeducar, deixa a galera SOLTA a toda hora. Mhelena.
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Soninha
Desculpe mas São Paulo não é Europa. No dia que houver metrô como tem na
Europa a gente deixa o carro em casa. A não ser que a pessoa não
trabalhe, é impossível viver sem carro aqui enquanto o transporte
público for sofrível.
Quanto ao desarmamento, sou a favor incondicionalmente.
Marina Ferreira
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Bela iniciativa, Soninha. Ainda bem que temos pessoas que nem você, na
câmara, pra dar o exemplo.
Por mim, todos usariam bicicleta, a exemplo da França, não somente em dias
de campanhas; mas, país desenvolvido e povo consciencioso é outra
história.Além de conciência, precisamos de mais ciclovias; numa cidade
como SP, é urgente e imprescindível infra-estrutura pras bikes e bikers.
Baratear o material de ciclista, criar sinalização, fornecer condições para
as pessoas terem e usarem bicicletas. No meu caso, só tenho o Minhocão, nos
domingos, e procuro usar a calçada, pra ir ao local.
Até Belém, no Pará, minha terra natal, que tem 1 milhão e meio de
habitantes, possui ciclovias decentes, com vários quilômetros, tem um ponto
de partida e um de chegada, um destino, ou seja, não interrompe bruscamente
num ponto, deixando o ciclitsa no meio dos carros e caminhões. Nesse caso,
foi a prefeitura do petista Edmilson, na época, que se sensibilizou com os
ciclistas e os cidadãos belemenses, por uma cidade mais habitável.
Abraço
Emily