
Outra boa carta pelo SIM
Depois de tanto tempo enchendo caixa postal de vcs com e-mails defendendo o SIM, venho fazer essa última defesa - apelo seria mais apropriado - diante das pesquisas dando empate técnico. Nessa reta final, vejo três coisas importantes: . Estamos de acordo que não é possível chamar todo mundo que defende o "não" de Jair Bolsonaro, mas, ao mesmo tempo, me parece tb mto ingênuo desvincular essa discussão da sua dimensão política. Quais são os interesses em jogo qdo estamos opinando sobre o comércio de armas? A indústria de armas ficaria mais ou menos feliz com a redução da violência no Brasil? Pq a CBC financiou a campanha do Fleury ou pq a Taurus deu R$ 2,5 milhões para a campanha do não? . O não emplacou o discurso dos direitos individuas. Hoje, contudo, no Brasil, comprar uma arma, conseguir o porte, pagar todos os exames necessários, custa em torno de R$ 3.000,00 Qtas pessoas podem pagar isso? Isso é um direito ou uma elite tentando manter um privilégio? Mas o pior é que essas armas são roubadas, extraviadas ou perdidas (só em SP, 100.000 entre 1993 e 2000) e vão parar na periferia, onde os jovens estão se matando. . Votar "não" não é um voto de protesto, ainda que seus partidários tenham tentado emplacar tb essa. O debate sobre a regulamentação de armas de fogo não é desse governo, começa em 1992. Não conheço um único defensor do SIM que alegue que proibir o comércio vá resolver todos os problemas do Brasil. Conheço, no entanto, mta gente comprometida, há mto tempo, com um pacote ações na área de segurança pública, que defende a proibição do comércio como uma dessas medidas, um passo imprescindível. Por oposição, até agora, não ouvi do lado do não nada nessa direção. Qual é o projeto coletivo além do "compre a sua arma?" Por isso voto SIM. Pq não vou deixar a indústria de armas ganhar dinheiro enquanto 40.000 pessoas morrem por ano no Brasil, vítimas de arma de fogo. Voto SIM pq são os jovens, em sua maioria moradores da periferia, que estão morrendo. Voto SIM pq as armas são mais um dentre os muitos mecanismos de reprodução da desigualdade no Brasil, E, finalmente, voto SIM pq acredito e sou comprometida com um esforço coletivo - envolvendo o Estado, a sociedade civil organizada e cada um de nós - para dar conta da violência no Brasil. Hoje a cidade amanheceu com milhares de faixas do "não". Precisamos fazer mta campanha. Pra quem quiser ajudar, temos material aqui. E quem se animar de verdade, pode vir acompanhar a apuração aqui no instituto, no telão, com direito a churrasco e tudo o mais. A cerveja cada um trás.
Paula Miraglia
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Três cartas abertas pelo SIM
Estou escrevendo como uma tentativa a mais de fazer alguma coisa pela luta que tenho travado nos últimos anos da minha vida, convencê-los a votar SIM no referendo do próximo domingo. Acho estranho fazer isso com pessoas próximas, mas mais espantoso é o número de pessoas que eu tinha certeza que estariam de um lado e que estão de outro, então, resolvi explicar os motivos que me levam a passar tanto tempo da minha vida lutando pelo desarmamento, por vezes deixando de encontrar minha família, meus amigos, cuidar da minha casa, enfim, só para dizer a vocês que eu realmente acredito e venho estudando a questão há algum tempo.
Sei que a campanha do SIM não foi muito bem na sua estratégia, mas daí a cair na armadilha do NÃO sobre direito a ter arma, eu também acho engraçado. Primeiro: o Estado não só pode como tem o dever de interferir em um direito individual quando ele traz conseqüências para o coletivo. Que direito é esse de comprar uma arma que depois, em 65% das vezes, vai para o mercado ilegal e tira vidas, envolve-se em acidentes, em suicídios, em balas perdidas, o que aliás é muito mais, MUITO MAIS, freqüente do que alguém que consiga se defender por portar uma arma... Nesse sentido, vale mais a hipótese quase remota de defesa ou a vida real tirada por essas armas que caem na ilegalidade ou que causam acidentes na legalidade? Talvez porque ainda que remota a hipótese da defesa nos diga mais respeito do que os homicídios na periferia e dos jovens pobres, aceitamos passiva e egoístamente esse discurso do direito a defesa... Eu prefiro manter a sensibilidade social e minha vontade de fazer com que o Estado funcione do que achar que as coisas não têm jeito e criar ilusões de solução para meu mundinho e depois ficar reclamando da violência nas cidades e da ineficiência dos governos.
Fica-se aí discutindo se o cidadão de bem tem o direito de se defender e se o caçador e o fazendeiro que vivem longe da polícia, etc, etc, etc, e ninguém coloca isso como bem menos importante do que os 73% de queda nos índices de homicídio no Jardim Ângela, que dentre outros fatores tem também relação com a aprovação do Estatuto em 2003.
Claro que sou favorável às liberdades individuais, mas primeiro elas não são absolutas e depois me parece que quando conseguimos exigir do Estado que ele se ocupe de uma questão pública, como sua tarefa, que a lógica não seja do salve-se quem puder, e aí teremos mais uma vez a elite que pode privatizar as soluções (como saúde, escola, cultura) inerte as conseqüências para a periferia das cidades. A população de "bens" vem com esse discurso de falência do Estado, porque afinal ela não precisa de ninguém mesmo e quem dirá sabe o que se passa no Jardim Ângela.
Desculpem um certo desabafo, mas de verdade, apesar de ser tão contra o maniqueímo, me dá calafrios ver pessoas tão próximas ao lado dos discursos do Cel. Ubiratan, Fleury, Conte Lopes, Romeu Tuma e Erasmo Dias.
Por fim, só para trazer uma reflexão sobre mais um argumento que vejo que tem sido incorporado pelas pessoas do discurso do NÃO, que se refere à certeza do bandido da inexistência de arma de fogo nas casas e que isso aumentariam os crimes, gostaria de levantar alguns pontos:
· Quantos e quantos casos temos visto de prédios, bancos, carros fortes, que tem todo um aparato privado de segurança e que não tem impedido a ação de assaltantes? Aliás se torna muito mais atrativo...
· Arma é um objeto de desejo dos assaltantes, saber que tem arma em um lugar não é inibidor da ação criminal e sim motivador, é mais um objeto de valor a ser roubado, como jóias e dinheiro. O elemento surpresa é sempre do assaltante.
Enfim, me parece às vezes que os debates emocionais impedem a população apavorada de raciocinar, olhar para o lado das pessoas que confiam e ver que o que está sendo defendido não é só um tipo de sociedade mais ideal de se viver, estamos falando de segurança pública, de fazer com que o governo seja mais eficiente, de exigir controle de armas, de salvar vidas, com a pecha do idealismo (e como se isso fosse ruim...), deixasse de ver que além de um mundo melhor pregado pelo SIM há um discurso e uma tese muito mais eficiente de segurança pública que é defendida por TODAS as pessoas comprometidas seriamente com o assunto.
Eu vou seguir lutando: pelo desarmamento, pela causa pública, pela melhoria dos governos, pela periferia e pelos jovens e pelas jovens. Espero que a insensibilidade social e o egoísmos hipócrita que tenho visto, não tirem toda a minha esperança de seguir nesse caminho e não me levem a engrossar o caldo do grupo do “salve-se quem puder”.
Desculpem o desabafo mas é que o tema é realmente caro a mim.
Luciana Guimarães
-----------------------------------------------------------------
Você (que defende o Não) deve estar super feliz com essa nova pesquisa do Ibope, que indica que 49% da população brasileira vai votar não. Confesso que fiquei triste. Não entendo como as pessoas ficam felizes em lutar pelo direito de ter arma em casa. Daí, eu fiquei vendo a propaganda na televisão, a campanha do NÃO, e tenho que reconhecer que o Chico Santa Rita (coordenador da campanha) é um Mestre dos Magos da publicidade política. Aliás, foi ele quem fez a campanha vencedora do Collor (e deu no que deu, né?).
O que me deixa mais impressionada com a campanha do não é a capacidade de jogar areia no olho do espectador e não falar o que realmente está sendo discutido: armas matam, e mais armas circulando significa mais mortes. A campanha do não veicula inclusive imagens da campanha das diretas, quando os principais apoiadores do Não, são politicos que apoiaram a ditatura! É fantástico! Isso, sem contar a histeria do medo. A histeria de que o Lula quer desarmar o povo e governar por 30 anos. Só falta falar que o Lula come criancinhas e que ele vai dividir o quintal da sua casa com os sem-teto, pra completar o cardápio de imbecilidades que estão sendo ditas. O bandido, isso, o bandido aquilo. A real é que quando o bandido quer assaltar uma casa ele entra e foda-se. Você tendo arma, ou não, adesivo na janela falando que tem arma ou não, ele vai entrar na sua casa do mesmo jeito. Vide esses arrastões em prédios de classe alta. Com super segurancas armados, alarmes e tudo o mais e os caras foram lá e entraram na boa, sem se intimidar. Aliás, se você tiver arma em casa, é melhor ainda pro bandido, porque ele vai roubá-la. E se você, herói da resistência, defensor do seu apartamento, conseguir chegar na gaveta secreta aonde sua arma esta guardada e atirar pra cima, pro lado ou soltar uma bombinha de São João, você leva um tiro certeiro de volta, em 80% das vezes. 80% das vezes, isso não é número fictício. Isso é caso comprovado.
E o que mais me impressiona, é que ninguém fala nada sobre os fabricantes de armas. Os caras lucram muito com essa história toda; a modéstia quantia de 300 milhões de reais por ano. É claro, que eles nao querem ver seu lucro reduzido em nem um centavo. É claro que eles não estão nem aí pra quantidade de gente que morre vitima de arma de fogo! Ou por acaso você acha que a Taurus esta preocupada com o bandido que entra na sua casa, com uma arma fabricada por ela? Se ela estivesse preocupada ela nao exportaria tanta arma pro Paraguai! Voce sabia, que depois dos Estados Unidos, o país que mais compra armas da Taurus é o Paraguai? E você acha que algum dia a Taurus se perguntou: "nossa! o Paraguai, um país menor que Itaquaquecetuba, compra tanta arma. hum... estranho. acho melhor eu averiguar porque acho que essas armas estão entrando contrabandeadas pro Brasil, e eu estou armando os bandido brasileiros"?. O que a Taurus quer é que mais bandidos comprem armas contrabandeadas ou roubem as armas compradas legalmente, pra espalhar mais medo, assim mais civis compram mais armas e todo mundo fica se matando com as balas da CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos, da mesma família que, até outro dia, era dona do prédio da Abril - e da Veja), enquanto eles ficam lá rindo à toa, com os milhões e milhões que vão colocando no bolso, a cada tiro que é disparado.
Que delicía de sociedade essa, né? Todo mundo morrendo de medo e comprando arma, comprando arma. Aliás, "sociedade". Eu fico olhando à minha volta e percebo que o Brasil só se vê como sociedade no final de Copa do Mundo e olhe lá. Porque acho que nem mais no câncer ele é solidário. Viver em sociedade implica em você ter alguns de seus direitos controlados sim, porque precisamos pensar num bem maior e comum. "Ah mas eu tenho o direito de querer andar pelado na rua". Anda, e voce vai ser preso por atentado ao pudor. "Ah mas eu tenho o direito de ouvir som alto todos os dias na minha casa". Ouve, e o Psiu vem logo te multar. "Ah mas eu tenho direito de fumar cirgarro onde eu bem entender". Não tem não, nem no Fasano você pode fumar na área de não fumantes.
Ou seja, para viver em sociedade existem regras sim, e eu adoraria viver numa sociedade que dissesse que não quer mais comercializar armas. E dizer que você ter armas não influencia na vida dos que estão ao seu redor. Pergunta pra mãe do menino que morreu dentro do elevador do prédio dele, com um tiro dado pelo vizinho, o que ela acha de arma de fogo. Pergunta pro meu amigo Rodrigo Mendes que tomou um tiro no pescoço e ficou tetraplégico, o que ele acha de arma de fogo. Pergunta pro meu primo que tomou dois tiros, o que ele acha de arma de fogo. Pergunta pra minha amiga, Joana, que tomou um tiro de bala perdida num bar, o que ela acha de arma de fogo. Pergunta pra Maria minha empregada, que perdeu um filho por uma bala perdida na periferia, vinda de uma briga de marido e mulher, o que ela acha de arma de fogo. E pergunta pra todos eles se a Taurus se manifestou em algum desses casos, ou indenizou a familia das vitimas, ou pagou a conta do hospital. Vote não e ajude a Taurus a lucrar mais e mais. Ela precisa do seu dinheiro, coitada!
Justine Otondo
---------------------------------------------------
Eu voto Sim!
Não tenho a pretensão de convencer mais ninguém, mas me senti compelido a manifestar-me.
Acredito que em meio a um ambiente em que impera a total desinformação, tenho a obrigação de fazê-lo, bem como também tem obrigação de agir dessa forma qualquer um que acredite poder contribuir para um debate, ou, ao menos, fomentá-lo.
Em primeiro lugar, quero afirmar, como já fiz aos meus alunos, que no referendo que se avizinha, mais importante que o sim ou o não, é o talvez! O talvez propiciado pela oportunidade que se apresenta ao povo brasileiro - a oportunidade de decidir!!!
A maturidade democrática que estamos buscando nesses 17 anos recém completados da Constituição de 1988 exigia que se oportunizasse ao cidadão brasileiro a tomada de decisões diretamente, afinal é ele - o cidadão - que titulariza o poder dentro de um Estado pretensamente democrático como o nosso! Clamo pela concretização dessa maturidade democrática. Desejo que a tomada de decisões diretamente pelo povo não se transforme numa quimera e que muitas outras vezes sejamos chamados a decidir por meio de referendos e plebiscitos. Para tanto, urge a aprovação de projeto de lei regulamentando o artigo 14 da Constituição, idealizado por Fabio Konder Comparato, e que visa tornar mais frequentes tais momentos democráticos. Mas essa é outra história!!
Falei que voto Sim! E desejo, aqui, justificar meu voto!
Considero estúpida e falaciosa a discussão assentada em estatísticas! E, aqui, refiro-me às estatísticas de ambos os lados. Os números são constantemente utilizados como elemento de convicção, porque é difícil discutir com um número!
Mas números propiciam interpretações dúbias e suas fontes sempre são citadas de forma turva.Dou um exemplo. A "turma do não" apresenta dados mostrando que os acidentes com armas de fogo envolvendo crianças são numericamente desprezíveis se comparados com outras "modalidades" de acidentes. Segundo eles, são mais comuns acidentes envolvendo picadas de insetos ou quedas de bicicletas. Não são mencionados, no entanto, os resultados de tais acidentes. Ora, quem, quando criança, não caiu de bicicleta ou foi picado por um mosquito? Quantos sofreram acidentes com armas e vão votar no próximo domingo?
Mas, como eu disse, deixemos os números de lado!
Fico espantado com a estupidez envolvida em outros argumentos! Vincular a instauração do Terceiro Reich na Alemanha ao desarmamento da população civil é uma mentira histórica. E me assusta um órgão de imprensa que se pretende sério -e, certamente não o é há bastante tempo - divulgar tal argumento. A proibição às armas na Alemanha havia sido estabelecida em 1928 (durante a República de Weimar), como forma de evitar que milícias privadas - conhecidas como "camisas pardas", ligadas ao partido nazista - chegassem ao poder. Quando Hitler assumiu o poder - pelo voto! - liberou a utilização de armas pelos "cidadãos de bem", proibindo seu uso, apenas, por comunistas e judeus. Questionei quais seriam as razões desesperadas que levaram a Revista Veja a se posicionar tão insanamente quanto ao referendo de logo mais, a ponto de utilizar-se de tal argumento. Quem me forneceu a resposta foi a colunista da Folha de São Paulo, Barbara Gancia, em 14 de outubro: "Por que a revista [Veja] não nos contou que a empresa à qual pertence paga aluguel de cerca R$ 1 milhão à família Birmann, da construtora homônima, que vem a ser proprietária do prédio que serve de sede da Editora Abril e também, veja só, da CBC, a Companhia Brasileira de Cartuchos?"
Da mesma forma, defender o "Não" sob o argumento de que se estará tirando do cidadão o "direito à legítima defesa" mantém a aura de estupidez!
Ora, a Constituição protege o direito à vida! Direito este que pode justificar, inclusive, uma agressão à vida de outra pessoa se esta apresentar-se como a única forma de defendê-lo. Legítima defesa é a resposta adequada e necessária a uma agressão injusta atual ou iminente. O meu "direito" à legítima defesa apenas surgirá se estiverem presentes aquelas condições! E não pressupõe, pra isso, uma arma de fogo! Agora, o direito à vida de qualquer indivíduo; este é um direito que existe desde já e sempre existirá e que não pode ser ameaçado pela propriedade irresponsável de uma arma de fogo, instrumento que tem e sempre teve a função de tirar a vida!
Ainda que já fosse suficiente demonstrar a inexistência de argumentos que justifiquem o comércio de armas, pode-se perguntar: e o que justifica a proibição?
De novo não me renderei às estatísticas! Embora, pudesse mencionar que a maior parte das armas utilizadas por criminosos - e que foram apreendidas pela polícia nos últimos anos - integravam o chamado "estoque legal", ou seja, armas legalmente adquiridas por "cidadãos de bem". Ou, ainda, pudesse apontar para a diminuição de homicídios com armas de fogo no Brasil, pela primeira vez em muitos anos, após a campanha para entrega voluntária de armas pelos cidadãos.
Fundamento minha posição em um único fato: quero uma sociedade sem armas!
Acredito que vivemos em um "Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e externa, com a solução pacífica das controvérsias". Acredito na "dignidade da pessoa humana", em "construir uma sociedade livre, justa e solidária", na erradicação da "pobreza e marginalização" e redução das "desigulades sociais" e na promoção do "bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação". E retirei todas essas crenças de um mesmo lugar, a nossa Constituição!!!
Quero acreditar na sociedade brasileira. E o Estado é reflexo da sociedade!
Quero acreditar que a sociedade - e o Estado, seu reflexo - são aptos a tornar todos cidadãos. E para isso, não é necessário que a população se arme para que se defendam uns dos outros. Quero acreditar na utopia como forma de mudar a realidade (obrigado, Luis Fernando!).
Nossa sociedade não é perfeita - talvez porque formada por seres humanos!! - mas acredito em se aproveitar cada oportunidade para aproximá-la da perfeição e uma sociedade não é perfeita com cidadãos armados. O "Direito" e o "Estado" servem pra tornar a todos cidadãos iguais em direitos e obrigações. No momento em que desprezamos o Estado (porque discrentes!) e passamos, nós mesmos, a aplicar nossa "lei individual", voltamos ao Estado da Força, do mais Forte, do Homem que é Lobo do próprio Homem. Aí, não existe mais nem Estado, nem Direito. Nem cidadão, porque cidadão pressupõe Estado e Direito. Aí, realmente, precisaremos acreditar que as armas podem nos defender! Precisaremos acreditar nas armas!
Eu prefiro acreditar nos homens!
Eu voto SIM!
Lincoln Schroeder
Referendo das armas
Olá Soninha,
meu nome é Marcelo e sou de Curitiba. Recebo e leio regularmente seu
newsletter, porque tenho uma amiga Thati, que trabalha como sua
assessora.
Achei particularmente interessante seu último newsletter que trata de
rebater a posição da Veja com relação ao referendo de 23 de outubro.
A publicação desta matéria, em conjunto com a opinião de muitos
amigos meus, igualmente contrários à proibição da comercialização de
armas de fogo e munição no Brasil, me entristeceu e muito.
Desde o início, onde se começou a discussão sobre a existência de um
referendo pra questionar a posição da sociedade brasileira sobre este
assunto, eu tinha comigo mesmo a idéia de que era unânime a posição
das pessoas com relação a contribuição que as armas de fogo, em poder
de civis, tem para a violência e para os acidentes/incidentes com vitimas fatais ou não.
Quem não se acostumou em ver campanhas na televisão onde as pessoas
pedem a paz, seja em novelas, telejornais ou em manifestações
públicas?
E quando a chance de contribuir para esta paz está nas mãos destas
pessoas, por que elas mudam de opinião??
Eu tenho tido calorosas discussões com pessoas que eu gosto e admiro
(por outros aspectos), por elas crerem que proibir a comercialização
irá aumentar a violência, "mexer nos nossos direitos", ou mesmo
impedir que protejamos nossos familiares...
Questiono estas sobre qual seria sua posição se seus filhos morressem
vitimas de um acidente com arma de fogo na casa de um coleguinha, ou
se em uma discussão de trânsito alguém atirasse contra sua
esposa/marido??
Se nesses casos elas acreditam que seriam favoráveis ao desarmamento,
porque desaprovam o desarmamento?
Com relação ao posicionamento da Veja, considero uma matéria de
extremo mal gosto, descompromissada com os preceitos jornalísticos, e
que me faz refletir sobre quais seriam as reais intenções desta
publicação.
Sugiro pra eles, que nas próximas eleições, coloquem na capa 1 dos
candidatos e a manchete "Porque votar no Sr. Fulano é melhor para o
Brasil?", afinal eles devem ter posicionamentos políticos, porque a
hipocrisia nesses casos?
Aproveito o e-mail para parabenizá-la pelo engajamento no trabalho, e
dizer que gostaria que houvesse mais pessoas pró-ativas como você por
toda a política de nosso país.
Desculpe pelo desabafo!
Abraços,
Marcelo Soeke
Eng. de Computação
-------------------------------------------------------------
Resposta rápida à uma questão simples: Sim ou Não à proibição? SIM.
Devemos proibir a venda de armas, pois se votarmos no Não, por um lado -
ou por completo - estaríamos sendo à favor da violência, que hoje é o
que, além da fome e a desigualdade social, o que queremos combater no
mundo. Deixe-me explicar... Votando no Não, claramente estamos falando à
nós mesmo que somos contra à paz, pois em busca da auto defesa, ou não,
queremos usufruir de um arma de fogo, que é um objeto feito para tirar
vidas, e não se defender. Para nos defender temos Deus, que nos protege
em todo e qualquer lugar. Sempre tem suas exceções, é claro, então a
arma seria possibilitada à aqueles que realmente precisam, como pessoas
que moram afastadas das cidades e postos policiais - e isso está no
regulamento do SIM - más, mesmo sendo contra o porte de armas, algumas
pessoas necessitam, como alguns políticos, policiais fora de seu
serviço, jornalistas - policiais principalmente -, promotores e juízes.
Esses precisam do porto porque seu cargo dentro da sociedade as vezes
exige perigo, agora, um cidadão comum NÃO DEVE POSSUIR ARMAS: ele não
possui o direito de matar ninguém, como nenhuma pessoa no mundo possui,
e não precisa se defender por seu ofício social. E quanto aos direitos,
não há direito algum em carregar um objeto que possa matar alguém,
porque uma pessoa completamente sâ pode carregar uma arma, mas também
pode se exaltar em uma briga e puxar o gatilho, tirando a vida de
alguém. E ai, onde estão os direitos humanos? Vote PAZ. Vote SIM.
Obrigado pelo espaço, Guilherme.
----------------------------------------------------------------------------
AS ARMAS DA NATUREZA
A Natureza é sábia e dotou cada ser com suas
armas para se defender:
A serpente com seus dentes peçonhentos.
O Escorpião, a aranha e a arraia, com seus ferrões.
O tatu que se proteje com sua carapaça.
O cão com presas.
O porco-espinho que lança seus pêlos pontiagudos.
O gato com garras afiadas.
O sapo com urina venenosa.
O gambá com seu fétido cheiro espanta o inimigo.
O mandruvá com seus espinhos.
O polvo com seus tentáculos.
Até mesmo uma inocente borboleta carrega na asa um pó venenosíssimo capaz de cegar.
Enfim, a natureza sabiamente dotou cada ser com as armas que precisa para se defender.
E o ser humano?
Será que este seria o único ser na natureza que iria ficar indefeso ?
A natureza em sua plena sabedoria dotou esse ser também com uma arma.
Este está dotado com a mais poderosa das armas:
a Inteligência.
E se ele precisa usar "um outro meio",
uma arma de fogo por exemplo,
é por que não está sabendo usar
a arma que a natureza lhe proporcionou.
Chico Lobo - 06/10/05
Vote 2
Diga SIM à vida
Dê uma chance á paz
Use sua melhor arma:
a inteligência
---------------------------------------------
Sobre a Veja
Soninha, olá!
Entendo e respeito seu posicionamento quanto a näo negar
entrevistas a nenhum veículo, por pior que seja. Acho isso
louvável e credito isso ao seu compromisso com a transparência e
com o compromisso com o cidadão. Mas venho aqui pedir para que
não dê mais entrevistas para a Veja, por um simples motivo: você
quer realmente mostrar aos cidadãos quais são seus pontos de
vista, quais são suas prioridades e suas principais causas. E a
revista não permite que isso aconteça! Comparei o que você
escreveu com o box medíocre que publicaram e vi como eles são
desonestos. Como eles sentem prazer em triturar tudo aquilo que
talvez não seja bem vindo por aquela elite que só compra a
revista para ler as seções "Gente" e "Veja Essa". Não fale mais,
Soninha. Os cidadãos não merecem conhecer o mundo, as pessoas,
os argumentos por meio de um veículo panfletário, corrupto e
arrogante como Veja. A revista não merece ter em suas páginas o
posicionamento de pessoas éticas e comprometidas com o país e
que acreditam no poder da imprensa para divulgar informações
idôneas e responsáveis.
PS: trabalho em uma ONG que também foi vítima da revista.
Decidimos categoricamente não mais falar com eles, pois o que
transmitem é a arrogante verdade que eles querem imputar sobre o
povo, não a realidade ponderada e compromissada daquilo que
defendemos com tanto empenho.
Abraços,
Ana Paula Drumond
Jornalista
-------------------------------------------------------
A mídia na roda
por falar em boni,tv globo etc, a AGENDA LATINO AMERICANA 2006 que teve lançamento no ultimo dia 30 na sede do Parlamento Latino Americano na Barra Funda,tem como tema "para outra humanidade,outra comunicação".São textos de intelectuais como Frei Beto,Inacio Ramonet entre outros,discutindo o papel da midia num mundo cada vez mais globalizado/capitalista e apontando possiveis caminhos para uma comunicação baseada na real valorização da coletividade e no respeito à liberdade de pensamento e expressão em detrimento de anseios mesquinhos de quem acha que é possivel controlar o pensamento das pessoas.CORRAM ATRAS !
elizeu
------------------------------------------------
Sobre o show do Pearl Jam:
Olá Neusa! Imagino mesmo a quantidade de emails que a soninha deve
estar recebendo.Isso mostra o quanto ela é querida e o quanto a gente
acredita nela. Independente do resultado final disso td, devo agradecer
muito a você e a Soninha. Voces foram muito atenciosas. Li a carta que a
Soninha enviou ao prefeito. Ela foi muito coerente, e descreveu o Pearl
Jam como um de nós, fãs, teria feito. Uma banda preocupada com seu
público, que nunca se vendeu para a midia. Talvez por isso seus fãs
sejam tão fiéis. O Pearl Jam nunca foi a bandinha da moda. Eles defendem
ideias legitimos. E nós nos identificamos com isso. Gostaria que você
agradece a Soninha em meu nome. Ela é uma profissional e um ser humano
fora de comum. Ainda esperando por um final feliz,
Obrigado, e um grande abraço a você! Léo
Olá Soninha, Td bem? Estou mandando este e-mail para agradeçer o esforço
que percebo de sua parte para que não seja cancelado o show do Pearl Jam
em nossa cidade, pois tenho certeza que todos concordam que isto seria
uma grande vergonha para todos, afinal a maior cidade da america do sul
ficar sem o show mais esperado dos ultimos 15 anos é totalmente ridiculo
e sem sentido, tendo em vista que este show não sera realizado por uma
radio mediocre e sem competencia feito a Radio Mix FM, que realmente não
mereçe respeito, e não deve mais promover nada em nossa cidade, mas no
caso do Pearl Jam, todos sabemos que é coisa séria, feita por
profissionais, e só traria beneficios a nossa amada cidade. Nem que o
show seja realizado de manha, a tarde, ou mesmo a noite, em outro lugar,
isso é o de menos, o importante é ser realizado ao menos um show aqui em
São Paulo... nós moradores e habitantes dessa amada e querida cidade
merecemos... Por favor, continue seu empenho... Cada dia fico mais
orgulhoso de ter dado meu voto a você, você realmente mereçe todo meu
respeito e adimiração... OBRIGADA Soninha, continue sempre assim...
Sem mais, Atenciosamente,
Wagner Thiago Sorati Estudante, 21 anos Itaquera - São Paulo
Boa Tarde, .valeu...recebi seu e-mail apenas hj..sabado..mas ontem eu
ouvi a 89fm e vi a entrevista com aSoninha.. pra falar a real.. Estamos
vendo o corre q a Soninha..ta fazendo para esse show rolar em sampa..
Pode dizer para ela q nas próximas eleições..ela tera o meu voto..eu sei
q um voto é pouco..mas de grão em grão..a galinha enche o bico..rs
abraços, Diego Marcelino
-----------------------------------------
Sobre a Ouvidoria da Prefeitura
Bom dia,
Gostaria de agradecer a atenção e empenho. Recebi ligação da ouvidoria
da prefeitura se desculpando pelo mau atendimento e o problema acaba de
ser solucionado.
Fico satisfeita e ver que dei meu voto pra quem se preocupa com o
cidadão.
Obrigada,
Dulce