


Frente Parlamentar da Agenda 21
por Dani Castro, Assessora do Gabinete
Nesta quarta-feira (21/6), a Frente Parlamentar da Agenda 21 realizou uma apresentação no Plenário da Câmara Municipal de São Paulo, explicando quais são seus principais objetivos e quais serão as primeiras ações previstas. Os palestrantes foram: Nina Orlow, representante da Rede Agenda 21; Márcia Chaves, responsável pela implantação da A3P (Agenda Ambiental na Administração Pública) na Câmara e Rute Cremonini da Divisão de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente, representando o Secretário Eduardo Jorge, além do Vereador Aurélio Nomura, representando os vereadores da Frente.
A Frente Parlamentar da Agenda 21 conta com a adesão de 34 vereadores (a idéia é que a adesão seja de todos os 55) e tem como principais objetivos impulsionar o cumprimento da Agenda 21 e contribuir para que a Câmara se torne um órgão público responsável ambientalmente. Para isso, é importante aliar os trabalhos da Frente com a comissão interna que cuida da implantação da A3P na Câmara de São Paulo.
A Soninha participa ativamente da Frente e pretende contribuir para que a Câmara seja um exemplo na gestão ambiental responsável, por isso propôs a realização de uma palestra em todos os gabinetes dos vereadores para falar sobre a importância da Agenda 21 e para sugerir que cada gabinete faça um pequeno diagnóstico do seu impacto ambiental e das maneiras de torná-lo mais correto dentro do princípio da sustentabilidade – diminuindo o uso de materiais descartáveis, economizando recursos energéticos, encaminhando corretamente seus resíduos, trocando os famosos “copinhos plásticos” por canecas, etc.
Além disso, há outras idéias que a Soninha pretende propor como a discussão sobre a utilização da energia solar, água de reuso, instalação de um bicicletário e tantas outras iniciativas que possibilitem à Câmara, que pretende sensibilizar os cidadãos paulistanos, dar o exemplo para a cidade.
Comissão Discute Situação dos Moradores da Vila Itororó
(matéria extraída do Boletim Eletrônico da Liderança do PT, Ano II - n.24, de 20/06/2006)
A Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente debateu na semana passada a situação dos moradores da Vila Itororó, na Bela Vista, que estão ameaçados de despejo pois a Prefeitura quer retirá-los do local para fazer um pólo cultural na região.
"Não somos contra o projeto, não somos contra o progresso, mas não conseguimos entender por que não cabe habitação. A Vila Itororó é originalmente uma vila para moradia", afirmou Antônia Souza Cândido, da Fundação Ama Vila (Associação dos Moradores e Amigos da Vila Itororó).
O vereador Paulo Teixeira ressaltou a necessidade de a Prefeitura dialogar com os moradores sobre o projeto de pólo cultural e debater seus efeitos. "Se a Secretaria da Cultura tem o projeto, é preciso trazer a Secretaria da Habitação, a Prefeitura, para avaliar todos os efeitos", afirmou. Ele ponderou ainda que a habitação hoje é estratégica na política de reabilitação de áreas centrais adotada em diferentes cidades no mundo.
O representante da Secretaria da Cultura, José Eduardo Lefévre, não conseguiu responder as dúvidas de moradores, urbanistas e vereadores. Presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, ele disse que a questão da moradia "deve ser resolvida nas imediações, mas não na vila". A reunião da Comissão de Política Urbana contou com a participação de moradores, representantes dos movimentos de moradia do centro, do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, dos arquitetos Nabil Bonduki e João Whitaker (ambos professores da FAU/USP), além de estudantes de Arquitetura.
Trilha Ecológica no Parque Estadual da Cantareira, a maior floresta urbana nativa do mundo
por Ricardo Ribeiro
"Cantareira foi o nome dado à serra pelos tropeiros que faziam o comércio entre São Paulo e as outras regiões do país, nos séculos XVI e XVII, por causa da grande quantidade de nascentes e córregos encontrados na região. Naquela época era costume armazenar água em jarros chamados cântaros, e chamavam-se "cantareira" as prateleiras onde os cântaros eram guardados." (Fonte: Instituto Florestal de S. Paulo)
Neste sábado (03/06), estivemos percorrendo a trilha da Pedra Grande em comemoração à Semana Nacional do Meio Ambiente. A trilha fica no Núcleo Pedra Grande do Parque Estadual da Cantareira, na região norte do município de São Paulo. Guiados pelo Padre Maurício Luchini, da Pastoral da ecologia , 78 jovens com idades entre12 e 18 anos estiveram em contato com a Mata Atlântica, participando de atividades ambientais e espirituais.
A área do parque foi tombada no final do século passado como forma de garantir o abastecimento da cidade de São Paulo, através das Represas do Engordador, Barrocada e Cabuçu. Sua conservação garante a preservação dos atributos naturais desta região. As atividades de sensibilização e o resgate histórico são de extrema importância para inserir a comunidade no contexto socioambiental do lugar. Pelo segundo ano consecutivo a Pastoral da Ecologia desenvolve essa atividade com o intuito de “sensibilizar as pessoas perante as obras de Deus”, segundo o próprio padre.
O Parque Estadual da Cantareira é uma Unidade de Conservação criada através do Decreto nº 41.626/63. Possui em torno de 7.900 hectares, abrangendo parte dos municípios de São Paulo, Caieiras, Mairiporã e Guarulhos. É considerado a maior floresta urbana do mundo, um grande fragmento de Mata Atlântica já totalmente rodeado por ambiente urbano que abriga diversas espécies de fauna e flora, além de mananciais d'água de excelente qualidade,.
A ocupação urbana desordenada é um processo de difícil controle na periferia de grandes metrópoles como São Paulo e essa região vem sofrendo já há alguns anos diversas ações de degradação ambiental por conta da instalação de loteamentos clandestinos, principalmente nos setores sudeste, sul e sudoeste da Serra da Cantareira. A ação da Pastoral – pertencente à Arquidiocese de São Paulo – juntamente com as comunidades tem colaborado no esclarecimento à população sobre a importância do meio ambiente na vida das pessoas.
A Trilha da Pedra Grande possui o maior percurso, de 9.500 metros (somando-se a ida e a volta!) formado por uma antiga estrada que teve seu asfalto preservado (é de fácil acesso e dificuldade mínima). Percorremos esse trecho de forma tranqüila, numa caminhada suave enquanto observávamos a vegetação ao redor. Um guia do parque que acompanhava o grupo interrompia o silêncio de vez em quando explicando sobre a história e a vegetação do local.
O ponto alto da trilha é, como o nome já diz, a Pedra Grande, um grande afloramento rochoso de granito, cuja posição geográfica permite ver a Cidade de São Paulo do norte para o sul. Neste ponto encontramos um pequeno museu, com fotos e uma maquete do parque. Após uma palestra sobre a importância ecológica da Cantareira para o município, Padre Luchini chamou todos a orar por uma cidade mais limpa, justa e segura, onde todos os cidadãos tenham participação ativa.
Essa trilha também dá acesso ao Lago das Carpas, área agradável localizada entre morros, ótima para piqueniques e descanso, e também para a observação dos peixes no lago. Neste momento realizamos um lanche comunitário, com direito à agradecimento ao Senhor seguido de conversas e risadas - que correram soltas.
Após esse momento de descontração, começamos o caminho de volta. Quase no final, ao se aproximar da entrada do parque, ainda fomos agraciados com a presença de uma família de bugios – que normalmente é composta pelo macho maior ou principal, rodeado pelas fêmeas, e alguns machos menores (jovens). Neste caso, ainda mais impressionante, uma das fêmeas – a maior – carregava um filhote.
Alimentavam-se tranqüilamente às margens da trilha e se afastaram também de forma tranqüila com a chegada da nossa algazarra. Mas sua presença foi suficiente para olhares impressionados e expressões extasiadas de todos nós. A doçura e a amabilidade com que fomos recebidos mostraram que, mesmo tendo seu ambiente devastado, as espécies animais presentes no parque não temem o ser humano e conseguem lentamente continuar o ciclo da vida. Este é um dos objetivos de uma unidade de conservação: preservar a biodiversidade e seus processos ecológicos; um outro, sendo um Parque Municipal, está na sensibilização ambiental – ou seja, a inserção da humanidade nesse contexto - que teve neste momento mágico da mãe bugio com seu filhote seu dever cumprido.
Foi uma atividade realmente sensível em todos os aspectos: sem grandes exageros intelectuais ou católicos, mas sempre ressaltando a responsabilidade do ser humano em respeitar e preservar o ambiente para as futuras gerações; destacando a sensibilidade da natureza frente às nossas ações, ao mesmo tempo ressaltando a nossa própria fragilidade frente às respostas ambientais e a importância dessa interdependência para a nossa própria existência.
Como Chegar:
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