Mandato da Vereadora Soninha Francine

“Uma prisão arbitrária”

10 de abril de 2018

Quero falar de uma prisão arbitrária e injusta. Do Djalma, morador de rua.

A última vez que esteve diante de uma Juíza, foi informado de que estava absolvido (de uma acusação sem pé nem cabeça). Nem soube que o processo continuou e ele foi condenado em segunda, terceira, sei lá quantas instâncias. Um dia a polícia fez uma blitz “de rotina” e só então ele soube que estava “foragido”. Passou uns dias no cadeião e foi para Getulina, a 400 km de São Paulo, cumprir pena de 6 anos e meio em regime fechado.

A acusação?

Um rapaz foi assaltado e saiu correndo atrás do ladrão. Disse pra polícia que ele – o Djalma, e os outros dois moradores de rua o impediram de prosseguir. Pronto.

Nem as vítimas nem a polícia os acusaram de terem roubado o celular, mas de agir “em conluio” com o ladrão (que nunca foi encontrado).

Na delegacia, a vítima disse que os três pularam em cima dele. No Fórum, diante da Juíza, contou outra história. Disse que um dos três pôs a mão no seu peito e disse “vai embora, aqui não tem nada pra você”.

Foram condenados, os três. Pela acusação mais sem provas da história desse país.

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Last modified: 10 de abril de 2018

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