Mandato da Vereadora Soninha Francine

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Pobre quer é carro novo (?!)

11 de julho de 2018

Ouço de passagem, na TV, que o Senado quer incluir no orçamento do ano que vem a previsão de incentivos fiscais para a indústria de refrigerante. Pqp.

Deve ser a velha e ridícula justificativa usada, por exemplo, para o IPI zero para automóveis: preservar empregos. Em nome da saúde pública não há de ser.

Descontos e isenções de impostos e outros tributos (taxas, contribuições, tarifas) deveriam ser super, SUPER criteriosos, usados para favorecer o desenvolvimento de regiões e atividades de profundo interesse da sociedade. Mas que nada, a gente vive concedendo benefício para atividades com impacto NEGATIVO no país.

O maldito incentivo à compra de carro zero não evitou desemprego nas montadoras, porque as pessoas não ficam comprando carro novo toda hora. Aliás, ao se endividarem por 72 meses com seus automóveis, abrem mão de outras aquisições, se atrapalham com outras dívidas, afundam em juros bancários… Enquanto isso, com o Fundo de Participação dos Municípios desfalcado do IPI, as cidades mega impactadas negativamente pelo incentivo ao automóvel, recebem ainda menos migalhas da União. Um lixo de política.

Mas, como disse Lula em um evento, “quem pede metrô é rico, pobre quer carro novo”. Beleza de inclusão social.

Saudade de quando os supostos esquerdistas lulistas achavam bonito Cuba ter carro velho, porque lá o importante era investir em saúde e educação.

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Last modified: 11 de julho de 2018

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