Mandato da Vereadora Soninha Francine

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Você sabe com quem está falando?

29 de agosto de 2018

Ontem meu marido foi barrado na entrada da Câmara Municipal – normal, ele está acostumado a entrar direto porque quase todo mundo o conhece e quase sempre está acompanhado por mim, mas estava na porta alguém que não o conhecia e pediu que se dirigisse à recepção para fazer um crachá.

Ele ficou PUTO, me ligou super bravo, “não estão querendo me deixar entrar”! Briguei com ele, “não é assim, você não é mais que ninguém, por que o gostosão aí não vai se identificar”?

O atenuante, no caso dele, é que ele está muito mais acostumado a ser barrado do que ser admitido. Imagina, morou na praça atrás da Câmara e nem passava pela cabeça que havia a possibilidade de ele entrar no prédio. Andava no full maloquero mode e foi expulso da padaria Palma de Ouro. As pessoas olharam torto, olharam feio, o enxotaram um milhão de vezes de uma centena de lugares. E na hora que se sente rejeitado novamente… vixe, sobe uma mágoa amarga e horrível.

Agora estou em um evento no SECOVI. Enquanto me identificava na recepção, chegou um homem a quem, como a mim, pediram o nome e um cartão de visita. Respondeu, em tom malcriado como o Paulo (meu marido): “Não tenho cartão, mas eu sou o vice presidente da empresa”!

As moças e moços da recepção são treinados para terem nervos de aço, sangue de barata e coração de algodão doce. Porque se não, poderiam dizer E DAÍ? Nem a sua empresa eu conheço; se você é presidente ou estagiário não faz a menor diferença, o cartão de visitas facilita para saber como escrever seu nome e o da empresa. 

Não sei se a cultura do “você-sabe-com-quem-está-falando” é ancestral ou uma doença moderna. Sei que a gente tem de ficar sempre atento pra não pegar.

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Last modified: 29 de agosto de 2018

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