Mandato da Vereadora Soninha Francine

Sobre a gestão Haddad na Prefeitura de São Paulo

25 de setembro de 2018

“A gestão Haddad em São Paulo teve algumas qualidades e muitos defeitos… Ok, eleitores podem “errar”, mas ele teve menos votos que o Dória e os brancos e nulos, o que certamente representa alguma coisa quanto à avaliação do governo dele. Haddad foi o prefeito das coisas “simbólicas”, algumas delas muito bacanas, mas faltou efetividade.

Exemplo: abriu a Paulista para pedestres aos domingos, abrindo um espaço grande para o lazer – mas os Parques Municipais foram abandonados de um jeito brutal, estavam em ruínas no final do governo. Abriu espaço para bicicletas – mas com tantas intervenções absurdamente mal planejadas e mal feitas que criou aversão á bicicleta em quem antes lhes era indiferente (e o certo é promover a convivência, não a guerra).

O secretário Jilmar Tatto anunciou em evento oficial: “a gente vai sair fazendo [sem planejamento]; onde der errado, teremos a humildade de reconhecer e desfazer”. Acabou com a inspeção ambiental veicular. Prometeu coisas absurdas, como um Arco do Futuro sem viabilidade nenhuma (ainda bem, porque se tivesse dado certo seria um desastre, transformaria as marginais em Berrinis). Começou trocentas obras que não seria capaz de concluir (até hoje lidamos com elas; não deveria ter começado sem os recursos necessários para terminar!).

Abandonou o programa Córrego Limpo, uma das coisas mais importantes a se fazer nessa cidade! (Uma autoridade estadual disse que ele sempre se mostrava interessado, mas os Secretários que deveriam “tocar” as ações nunca deram retorno). E aqui entra o comentário negativo feito por admiradores do Haddad como se fosse positivo: “Ele é bom, mas fica limitado pelo partido”; “ele é bom, mas tem de engolir o xxx [Fulano, Beltrano]”; “ele é bom, mas não deixam ele fazer o que precisa”. Gente, gente, gente. Haddad tinha maioria total no Legislativo, que é onde realmente se consegue “não deixar” o prefeito trabalhar (quem precisar de exemplos, é só pedir). E se ele era “refém’ de Secretários Municipais, como isso pode ser um atenuante para ações equivocadas do governo?

E eis que agora Haddad se apresenta como “o cara do Lula”. E diz, enfaticamente: “eu e o Lula vamos definir as prioridades”. DIZ. Não apareceu na vinheta, no jingle, no depoimento de apoiadores. Ele aceita fazer esse papel, ele se dispôs a ser o preposto do ex-presidente de um modo que vários outros petistas não teriam aceitado… E é justamente por isso que é ele o candidato, é por isso que antes dele foi a Dilma: porque o Lula assim o quis. E eles farão sempre o que o Lula disser. Se para alguns é uma qualidade, para mim é mau sinal.”

(Soninha Francine)

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Last modified: 27 de setembro de 2018

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