Mandato da Vereadora Soninha Francine

Espaços públicos de coworking fortalecem a atitude empreendedora

8 de janeiro de 2019

Estimular o empreendedorismo e apoiar os micro e pequenos empresários são as principais missões do Acessa Campus, projeto da Secretaria de Governo do Estado de São Paulo voltado para a criação de espaços públicos de coworking.

A Escola Técnica Estadual (ETEC) Parque da Juventude, localizada na Zona Norte da capital paulistana, foi a primeira a receber os espaços onde alunos podem, além de acessar a internet, realizar trabalhos, reuniões e contar com apoio de profissionais para desenvolver seus projetos de empreendedorismo social. Tudo é feito de forma gratuita e a ideia é que os usuários dos espaços sejam multiplicadores do conhecimento que adquiriram.

O Acessa Campus é uma das frentes de atuação do AcessaSP, um programa de inclusão digital da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), criado há 18 anos. O Centro Paula Souza, que administra as cerca de 220 ETECs e 66 Faculdades de Tecnologia (FATECs) do estado de São Paulo, também é um apoiador do Acessa Campus. Outros coworkings públicos na capital paulistana estão localizados no Memorial da América Latina e na Biblioteca Parque Villa Lobos.

Em março de 2018, quando as atividades no coworking começaram, em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, cerca de 80 empreendedores foram selecionados para ocupação do Acessa Campus durante dez meses. Desse total, seis projetos desenvolvidos por 60 jovens foram escolhidos para aceleração por meio da metodologia do Programa Pense Grande. Durante o período, eles foram inspirados a desenvolver seus negócios sociais baseados na etapa de Incubação do Programa.

Encerramento de um ciclo e começo de outros

Nos dias 6 e 7 de dezembro, representantes dos seis projetos acelerados participaram do Laboratório para Jovens Empreendedores, na ETEC Parque da Juventude, que promoveu atividades focadas no desenvolvimento de competências empreendedoras (como resiliência e proatividade), em estratégias para melhorar os pitches e em formas de lidar com as pressões externas. O Laboratório, de forma geral, foi um momento de sistematização da aprendizagem dos últimos dez meses.

Segundo Guilherme Fernandes, coordenador de projetos da Aliança Empreendedora, parceira executora da iniciativa, a experiência no Acessa Campus possibilitou que os jovens vissem o empreendedorismo como uma possibilidade de vida. “Na fase em que eles estão, quase terminando o Ensino Médio, ter um negócio não é, geralmente, a primeira opção para o futuro. Mas a partir do momento em que eles viram seus projetos estruturados, um mundo de possibilidades foi aberto”, afirma.

Oficinas, imersões, bate-papo com empreendedores e assessorias para o desenvolvimento dos negócios sociais foram algumas das atividades que os alunos do 2° e 3° anos da ETEC Parque da Juventude participaram desde março deste ano.

E o que começou como um projeto da escola, também tornou-se uma forma de colocar ideais em prática. É o caso, por exemplo, da Abriguei, uma plataforma de aluguel de quartos para pessoas LGBTI, criada por um grupo de seis pessoas que estão no 3° ano do Ensino Médio.

André Luiz, coordenador da Fábrica de Criatividade; Michelle Fernandes criadora da Boutique de Krioula; Nando Gaspar fundador da Conexão Empreendedora; e Augusto Aielo, criador da Soul Urbanismo, são alguns dos empreendedores que já foram convidados para bate-papos com os alunos da ETEC.

“Tudo começou como um projeto de Trabalho de Conclusão de Curso. Agora, nosso plano é dar continuidade ao empreendimento porque acreditamos no nosso trabalho e porque conseguimos amadurecer muito nossa proposta depois que viemos para o Acessa Campus. O que aprendemos, sai da academia e vai nos acompanhar durante toda a vida”, revelam Agnes dos Santos e Samuel Domingues Lima, colaboradores da Abriguei.

Pensar grande para transformar

Os jovens empreendedores da ETEC Parque da Juventude também buscaram impactar positivamente outras áreas da sociedade, como voluntariado, educação e meio-ambiente. Mesmo com projetos tão distintos em suas temáticas, a parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Acessa Campus tiveram um objetivo em comum: situar o empreendedorismo como uma forma de ampliar as possibilidades de futuro para os jovens.

A metodologia do Pense Grande teve papel fundamental na tentativa de fazer com que cada aluno fosse protagonista de sua própria história e para que eles acreditem, cada vez mais, no potencial transformador de suas iniciativas. É o que considera a coordenadora de projetos de coworking do Centro Paula Souza e professora de Empreendedorismo e Inovação da ETEC Parque da Juventude, Veridiana Ferreira.

“Passar por essa experiência aproximou os alunos do mercado de trabalho e agora eles sabem que o empreendedorismo pode, sim, ser uma profissão. Sempre buscávamos conversar com eles e saber quais eram os pontos positivos e negativos da formação, já que se trata de um projeto piloto. A metodologia sempre era apontada como um dos aspectos preferidos, com destaque para as assessorias e os bate-papos com os empreendedores. Os alunos se identificavam com os problemas de quem já se aventurou pelo universo empreendedor e sempre saíam renovados dos encontros”, considera.

Rolê de criatividade

Depois de muito estudo em sala de aula e de testes para saberem sobre a viabilidade de seus projetos, chegou a hora de os empreendedores irem a campo. No dia 10 de dezembro, os jovens foram até o Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, para visitar a Fábrica de Criatividade, local que realiza cursos de arte, empreendedorismo, sustentabilidade, promove shows e oferece consultoria a empresas e organizações sociais. O tour pelo local foi guiado por André Luiz, coordenador do setor de responsabilidade social da Fábrica de Criatividade, e antigo conhecido dos alunos, quando participou de um bate-papo com eles na ETEC.

Por lá, eles assistiram a palestras sobre inovação, participaram de workshops sobre modelos mentais e percussão corporal e visitaram o entorno da Fábrica de Criatividade, para conhecer os impactos positivos que já foram proporcionados por empreendimentos sociais na comunidade. Os jovens também puderam aprender mais sobre o significado de sair da zona de conforto e compartilharam as vivências de cada um até aquele momento.

“Ficou muito evidente o entusiasmo dos jovens ao descobrir que o ambiente empreendedor não precisa obedecer a padrões fechados e que é um espaço onde é possível ser criativo e inovador. É essencial que eles conheçam territórios plurais para perceberem que o empreendedorismo está por toda a parte e que eles não estão sozinhos nessa jornada”, considera André Luiz.

A Fábrica de Criatividade é um local aberto a empreendedores e organizações sociais que queiram conhecer mais de perto seu espaço, a forma como trabalham e os cursos que ofertam. Para saber mais, acesse: http://fabricadecriatividade.com.br/.

Fonte: Fundação Telefônica

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Last modified: 8 de janeiro de 2019

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