Mandato da Vereadora Soninha Francine

Menos burocracia na Câmara. E tem gente contra – Por Soninha

4 de abril de 2019

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem alguns avanços em seu Regimento, entre eles a instituição do Plenário Virtual. À semelhança do que já é feito nos tribunais superiores, incluindo o Supremo, algumas matérias poderão ser debatidas online: publica-se a pauta, os vereadores tecem comentários se quiserem e se posicionam: sim, não, abstenção, exatamente como no painel eletrônico no plenário físico. Com algumas vantagens: o cidadão pode conhecer os comentários e votos com muito mais facilidade; um processo com menos papel, impressão, necessidade de prateleiras e armários. Até os vereadores podem conhecer a matéria com mais facilidade, porque estará tudo ali, disponível para consulta. Não vale para qualquer assunto, apenas para os que normalmente suscitam menos controvérsia e tem em geral*, menos impacto, como denominações, títulos e honrarias e datas no calendário oficial.

Mas os vereadores podem optar por indicar uma matéria para ser votada no plenário físico: se a maioria assim o quiser, entra na pauta das sessões plenárias convencionais.

Para chegar até lá, o projeto tem de passar por todas as Comissões de praxe, recebendo um parecer em cada uma: Constituição e Justiça, Educação, Finanças… Que, em geral, tem funcionado mil vezes melhor do que na minha primeira passagem por aqui. Acontecem debates de verdade, com pareceres divergentes sendo defendidos publicamente e os vereadores se posicionando um a um. No meu primeiro mandato (2005-2008), 90% das matérias era apreciada assim: “Os vereadores que forem favoráveis permaneçam como estão APROVADO”. Era raríssimo um voto contrário, quanto mais um parecer.

MAS tem gente na imprensa esculhambando a Câmara por instituir o plenário virtual… Como se fosse uma medida preguiçosa, e não moderna, inteligente, econômica e meritória!!

Eu sou “moradora” de plenário, chego às 15 e saio depois que não tiver mais nadica de nada para fazer lá, seria a que apaga a luz se tivesse um interruptor. Faço questão dos debates ali, acompanho tudo mesmo que não seja propriamente um debate… E aplaudo a iniciativa da Mesa Diretora, aprovada pela maioria dos parlamentares, de instituir um modo prático e moderno de votação!

(E por desobrigar a gravata também!!! Era o modo mais fácil de cassar o poder de um parlamentar eleito, diplomado e empossado: sem o pedaço de pano amarrado em volta do pescoço, não tem direito a voto nem a palavra em plenário! Pelamor!)

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Last modified: 4 de abril de 2019

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