Mandato da Vereadora Soninha Francine

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SUS em tempo real – Por Soninha Francine

10 de junho de 2019

“SUS em tempo real. Chego à recepção da UBS, pergunto como faz pra retirar a senha pra marcar consulta pela internet. A moça franze o nariz como se eu tivesse pedido o endereço da casa dela, ou um quilo de banana nanica.

Algo estranho, enfim. “Ahn, pelo aplicativo? Olha, quem sabe isso só vem à tarde, mas você pode perguntar para o gerente”. Onde é? “A sala dele é ai, mas ele foi tomar um café e já vem. Espera ao lado daquela moça, que também vai falar com ele”. Sentei, estou esperando. A moça, que chegou não sei há quanto tempo, se irritou e foi tentar achar o gerente lá pra dentro. E vereador é quem leva a fama de não trabalhar, não dar satisfação e não dar atenção para o povo.// Segunda parte: a moça da recepção foi lá pra dentro procurar alguém. Voltou confirmando: quem sabe é o Ivan, que só vem à tarde. Meu marido, inconformado, perguntou: “Só tem UMA pessoa no posto que sabe como faz”?

Só. “A chefia não explicou para todos”? Perguntei qual é a função do Ivan. “A mesma que a minha: auxiliar de enfermagem. Tô na recepção porque não tem funcionário”. “Não tem por que? Faltou, aposentou”? “Não tem porque a prefeitura não manda”. “Mas tinha”, insisti. “Deixou de ter por que”? “Porque aposentou e a prefeitura não repôs”.

Ok, entendo. Vc faz concurso para auxiliar de enfermagem, estuda, se dedica e acaba na recepção. Frustrante.

Mas cacilda, é um horror, o fim do mundo? CUSTA, estando na recepção, atender direito???????????? Com boa-vontade sai mais caro, é muito mais difícil, dá muito mais trabalho?

E não, não estava um caos, LONGE disso. Uma tranquilidade imensa.

Adoro – todo mundo adora, a funcionária também – quando alguém sai do seu lugar e vai um pouquinho além do que precisa. A caixa do supermercado que diz “esse pacote de farinha ta furado, vou pedir pro rapaz pegar outro pra senhora”; o motorista de ônibus que sai de trás do volante para ajudar o idoso a subir; o policial que faz um parto!; a diretora de escola que vai visitar a casa da aluna que sumiu da escola; a costureira que faz a barra da calça e diz “vi que faltava um botão aqui e preguei também”; o funcionário da CET que ajuda a empurrar o carro; o taxista que ajuda a descarregar as compras.

Todos esses são exemplos reais, de funcionários públicos, empregados e autônomos, que podiam escolher fazer o estritamente necessário e olhe lá mas, sabe-se lá por que, preferem tornar o mundo um pouco melhor com o que está a seu alcance.”

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Last modified: 10 de junho de 2019

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