Mandato da Vereadora Soninha Francine

CPI das Antenas ouve presidente da Telefônica Vivo

12 de junho de 2019

O presidente da Telefônica Vivo, Christian Mauad Gebera, foi ouvido pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Antenas, nesta terça-feira (11/6), na Câmara Municipal. Foi a 10ª reunião da comissão.

A Soninha não faz parte oficialmente da CPI, mas a #EquipeSoninha acompanha semanalmente os debates e os encaminhamentos por conta dos problemas constantes de sinal de telefonia na cidade de São Paulo. A CPI das Antenas tem como objetivo revisar os critérios de instalação de antenas e estações de rádios base (que fazem a ligação entre as antenas e as operadoras de telecomunicações). A comissão também pretende apurar possíveis irregularidades, sugerir uma nova regulamentação para a área e colaborar para a solução de problemas relativos à prestação de serviços de telecomunicação na capital.

Segundo o presidente da Telefônica Vivo, o sinal da empresa é transmitido por meio de 700 estações rádios base próprias e 770 alugadas. As alugadas são divididas em três categorias: antenas tradicionais (estruturas de metal e concreto, de grande porte); small cells (pequenas antenas usadas para ampliar o sinal da rede de celular); e repetidores de sinal (aparelhos utilizados para amplificar e retransmitir para ambientes internos o sinal de celular recebido da torre da operadora por meio de uma antena externa). Gebera afirmou que nem todas as estações rádios base de propriedade da empresa estão licenciadas – várias em processo de regularização.

O presidente da Telefônica Vivo também detalhou o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado em 2012 com a Prefeitura de São Paulo. À época, disse o executivo, a empresa pagou R$ 2,7 milhões em multas e se comprometeu a destinar outros R$ 40 milhões em contrapartidas ao município, além de regularizar a situação de 280 antenas. Devido a divergências, em 2017 foi assinada a renegociação do TAC, segundo a qual a contrapartida ao município seria de R$ 51 milhões, em ações de infraestrutura voltadas à área de educação.

De acordo com o presidente da Telefônica Vivo, como contrapartida, deveriam ser instalados 33 links de internet em centros educacionais, 46 em CEUs (Centros Educacionais Unificados), e ainda um na Casa da Mulher. Além disso, deveriam ser realizadas melhorias na infraestrutura de comunicação em 32 prefeituras regionais da capital.

“Já começamos parte das ações, como a instalação dos links nos centros educacionais e nos CEUs. Além disso, já licenciamos 118 das 280 antenas irregulares. E as outras 162 estão em processo de licenciamento”

Ao abordar a chegada de novas tecnologias de fluxo de dados no país, especialmente o 5G, o presidente da Telefônica Vivo destacou que a infraestrutura atual da empresa é insuficiente para atender a demanda futura. E defendeu a necessidade de uma nova legislação na área.

“Só em 2018 houve crescimento de 54% no consumo da rede de dados. Até podemos aproveitar a infraestrutura existente, mas ela deverá ser adensada, pois a tecnologia 5G, cujo leilão acontecerá em março de 2020, exige maior número de equipamentos de transmissão. Para isso, é essencial que a legislação de antenas permita o avanço tecnológico”

Também representaram a Telefônica Vivo na reunião Enylson Flávio Martinez Camolesi, diretor-executivo de Relações Internacionais da empresa; Alcineu Garcia Villela Júnior, diretor de Articulação Institucional; Kleber de Lima Filho, diretor de Construção e Implantação de Redes; Mário Stefanelli Vieira, gerente de inventário de Rede Móvel; e Cristiano Yazbek Pereira, diretor de Estratégia de Negócios.

A comissão aprovou requerimento, de autoria dos vereadores Arselino Tatto e Camilo Cristófaro, pedindo informações às operadoras de telecomunicação sobre a falta de sinal de celular no bairro Vargem Grande. E outro intimando a presidente do SINSTAL (Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviço e Instalação de Sistemas e Redes), Vivien Mello Suruagy, a prestar esclarecimentos, assim como o presidente da empresa Brazil Tower, Chahram Zolfughari.

Fonte: site da Câmara Municipal

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Last modified: 12 de junho de 2019

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