Mandato da Vereadora Soninha Francine

Comissão de Meio Ambiente debate estragos causados por obra da Petrobrás

7 de agosto de 2019

Moradores do Jardim Morumbizinho, Jardim São Francisco e Jardim Santo André estão pedindo socorro. Mais de cem pessoas vieram à Comissão Extraordinária de Meio Ambiente, na terça-feira, para cobrar explicações à Petrobras pelas obras da empresa na região e foram atendidos pelos vereadores Xexéu Tripoli (presidente), Soninha Francine e Alessandro Guedes.

Além dos moradores, foram convocados representantes dos responsáveis pelo Plano Diretor de Dutos de São Paulo (PDD-SP), projeto da Petrobras criado para reduzir os riscos sociais decorrentes da construção dos dutos que transportam petróleo e derivados nas regiões com grande número de moradores.

Segundo Fernando Baina, gerente-adjunto do Consórcio Sacs-Niplan, empresa contratada para execução, as obras consistem na criação de dois dutos de 47 quilômetros para o transporte de petróleo e GLP (gás liquefeito de petróleo, como o de uso residencial), pelas regiões de São Bernardo do Campo, Santo André, Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Mauá e São Paulo.

Após um período de chuva, considerado inesperado pelo consórcio, resíduos da obra passaram a invadir casas mais próximas do local de instalação dos dutos, causando danos ambientais e materiais na região.

Os moradores alegam não terem sido ressarcidos pelos bens perdidos. E dizem terem ficado sem resposta satisfatória por parte das entidades responsáveis pela obra, segundo Amilton Clemente, do movimento comunitário da região.

“O que nos estamos pedindo é uma reparação das perdas. A região foi afetada por conta da obra, todas as casas estão sofrendo com enxurradas, perda de móveis, roupas, despensas e dias de trabalho”

De acordo com os moradores, foram registrados até mesmo casos de cólera nos bairros afetados. “Procuramos a empresa, mas eles disseram que não tinham nada a ver com isso, pois a área era invadida e em tese [os moradores] não teriam direito de indenização ou compensação”, disse Clemente.

Representantes da Petrobrás e do consórcio Sacs-Niplan apresentaram detalhes da execução do projeto e números de protocolo relativos a documentos que comprovariam as licenças concedidas para realização das obras.

A vereadora Soninha Francine teve acesso ao RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) do projeto, mas considerou o documento defasado e de conteúdo insuficiente.

“O RIMA é de 2007. E esse tipo de obra corta vários municípios. Então tem que ser revisto. “Tem coisas que não foram bem previstas no relatório. E mesmo aquelas previstas, não foram bem realizadas”

Na próxima segunda-feira (12/8), os vereadores da Comissão de Meio Ambiente e Direto dos Animais e representantes das empresas envolvidas irão se reunir na sede da Associação do Morumbizinho, para vistoriar as casas e danos causados. A comissão se dispõe a dar continuidade na ação e espera que sejam tomadas as providências cabíveis por parte das empresas.

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Last modified: 7 de agosto de 2019

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