Mandato da Vereadora Soninha Francine

Passe livre, compostagem e honrarias – mais um dia no plenário!

19 de setembro de 2019

Votação de inúmeros projetos em plenário. Alguns comentários/explicações:

– Votei contra um PL que institui passe livre no transporte coletivo para mulheres que obtiveram medida protetiva nos termos da Lei Maria da Penha. Apesar da boa intenção, o custo do benefício seria altíssimo e o benefício em si, pouco focalizado. O texto propõe gratuidade por seis meses, sem qualquer restrição. Acontece que violência doméstica atinge mulheres de todas as classes sociais, inclusive as que não tem nenhum problema para pagar passagem de ônibus (eu mesma já fui beneficiada com a medida – e não faço jus a gratuidade… ). Fato é que muita gente tem dificuldade de comparecer aos serviços públicos por não ter dinheiro pra condução, e acabaríamos destinando muitos milhares de reais em subsídios (6 meses!) sem necessariamente serem voltados para as pessoas que mais precisam… Acredito que a possível gratuidade tem de ser analisada a cada caso, e não concedida tão genericamente.

– Votei contra um PL que diz que “os resíduos de vegetais, frutas e legumes provenientes do manejo em supermercados impróprios para o consumo, “hortifrútis”, quitandas e feiras deverão ser recolhidos e destinados aos produtores agrícolas de origem, através de seus distribuidores, para fins de compostagem”. A destinação do resíduos aos produtores de origem é a parte de que discordo… Uma “logística” complicada demais. No caso específico das feiras, que funcionam mediante permissão de uso da prefeitura, os resíduos orgânicos já começaram a ser destinados a pátios de compostagem até da prefeitura, o que é muito mais prático e de melhor impacto.

-Votei a favor de um projeto que permite a concessão de honrarias a pessoas que estejam exercendo cargos públicos. Entendo a preocupação dos colegas que acham que isso abre caminho para uma deturpação das homenagens, permitindo fazer uso eleitoral dela. Mas veja bem – toda homenagem pode ser mal concedida e mal utilizada… Se não for para a pessoa que está exercendo um cargo, pode ser para a mãe dela… Ou um dia depois da pessoa deixar o cargo para ser candidata… Também pode ser para um empresário e com péssimas intenções. Enquanto isso, a gente fica impedido de homenagear alguém que realmente mereça – por exemplo, um ministro de Estado que tenha sido responsável por uma medida ambiental louvável, histórica (um exemplo totalmente irreal neste contexto, por isso totalmente hipotética rsrs). Com a mudança na regra, um vereador pode propor a concessão de título para uma “autoridade” – e cada vereadora ou vereador pode votar contra, ué.

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Last modified: 19 de setembro de 2019

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