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Adianta proibir a venda de álcool nas lojas de conveniência? – Por Soninha

20 de setembro de 2019

“Proibir a venda de álcool nas lojas de conveniência/mercadinhos dos postos de gasolina: interferência demais do Estado na atividade econômica? Medida necessária de segurança? Moralismo? Coragem de mexer com interesses poderosos?

Minha opinião: medida sem eficácia para o fim a que se propõe (proteger vidas), com sérios danos à atividade econômica legalizada e possíveis prejuízos ao próprio poder público.

Por partes:

1 – Sou a favor de medidas restritivas de acesso a álcool, tabaco e outras substâncias que fazem mal ao usuário e seus circundantes, ou com alto potencial de uso nocivo. Tipo: se for só um pouco não faz mal, mas se passar da medida pode até matar; causa dependência com facilidade.

Por isso defendi a proibição de uso de tabaco em lugares fechados; a proibição de venda de álcool em estádios e até nos postos de gasolina nas estradas.

Por que? Porque funciona. O fumo passivo faz mal à saúde, além de ser absurdamente desconfortável. Estádios já são lugares de multidão afetada por fortes emoções. Entornar um copo de bebida alcoólica atrás do outro aumenta muito a possibilidade de dar merda. E na estrada, se o álcool não estiver tão fácil, é bem menos provável que o motorista interrompa a viagem para sair do rumo em busca de uma bebida. “Ah, mas ele pode levar no carro”. Sim – mas acredito que essa exceção não invalide a regra (de que a maioria dos motoristas que poderia “tomar uma” se estivesse fácil deixa de beber e pronto).

Massss em um posto de gasolina na cidade, quem não comprar bebida alcoólica na loja de conveniência terá a maior facilidade em comprar “do outro lado da rua” (até mesmo literalmente). Então a loja deixa de vender para quem ia levar para casa, perde movimento e faturamento, pode até demitir alguém enquanto o motorista irresponsável compra assim mesmo. Aliás, estando de carro, rodar mais um pouco é o de menos.

2 – Se medidas restritivas passarem do ponto, o comércio legalizado fica muito em desvantagem em relação ao comércio ilegal. Não dá pra comprar na loja de conveniência, que tem CNPJ, emite Nota Fiscal, contrata com CLT, paga as contas de água e luz? Beleza, compro do ambulante, que vende inclusive bebida falsificada, batizada… Tenho respeito e compaixão por muitos vendedores ambulantes, mas com álcool não se pode dar moleza 🙁 . Aliás, por isso votei contra a proibição da venda de cigarros em supermercados. Se for difícil demais comprar cigarro legalizado, aí que ninguém consegue conter os paraguaios!

Por isso apresentei um Substitutivo, que proíbe o “consumo e oferecimento” de álcool nos postos de gasolina, a não ser no interior das lojas de conveniência e mercadinhos… Sim, vamos dificultar um pouco o acesso e a associação entre beber & dirigir, mas não proibir completamente a oferta de álcool. Vamos impedir o posto de virar uma “balada”, mas não proibir o cidadão “de bem” (essa frase tão em voga…) de chegar com uma sacola e levar cerveja pro churrasco no apartamento.

Quanto a dirigir e beber, só há duas medidas eficazes: a médio prazo e para sempre, educação e educação. A curto prazo e para sempre, fiscalização e fiscalização.

#álcool #drogas #proibição #legalização ⏏🍺🍻🍷🧂🍾👩‍🏫👮‍♀”

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Last modified: 20 de setembro de 2019

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