Mandato da Vereadora Soninha Francine

Veja como foi: Darko, Facundo e Francisco, vocês merecem!

2 de outubro de 2019

Um que dedica sua vida a encontrar pessoas desaparecidas. Outro que, ao perder a filha, fundou um instituto para ajudar crianças e jovens com deficiência. E um empreendedor que investe na cultura da cidade de São Paulo promovendo emprego, turismo, revitalização.

A noite de segunda-feira no plenário da Câmara Municipal foi de emoção e diversidade, assim como é a nossa Capital.

“Achei melhor ainda que os homenageados se conhecessem, que pudessem compartilhar essa solenidade. E por uma mera coincidência temos uma pessoa do setor privado, outro de administração pública e um de organização de sociedade civil. É uma homenagem em nome da cidade de São Paulo” (Soninha Francine)

Além da Soninha e dos homenageados, compuseram a mesa Alê Youssef, secretário de Cultura; e Jadir Pires de Borba, secretário-adjunto em exercício da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

“Vivemos um momento muito especial no Brasil. A Cultura está sob ataque, o pensamento está sob ataque, a democracia está sob ataque. A gente tem a função de resistir a isso fazendo coisas boas, bonitas e fortes como é essa cerimônia para essas três pessoas tão importantes para a cidade”, (secretário municipal de Cultura, Alê Youssef)

Conheça um pouco a história de cada um deles:

Francisco Sogari: ajuda para quem mais precisa

O gaúcho de Flores da Cunha é jornalista e mestre em Comunicação e já foi professor universitário, diretor de faculdade, assessor de imprensa, editor de revista… Mas nada se compara à iniciativa que ele teve em 2001.

Francisco estava com sua pequena filha Gabrielle atravessando uma movimentada avenida na zona sul de São Paulo. Os dois tinham acabado de sair de um mercado, onde compraram diversos produtos para um morador em situação de rua que estava sentado na calçada a pedido dela.

Em fração de segundos, um motorista embriagado…

“Na verdade foi uma grande encruzilhada quando nos deparamos com nossa filha arrancada dos nossos braços por um motorista irresponsável. Ou a gente se revoltava contra a vida ou buscava outro caminho, que seria criar um projeto social em sua memória. E fizemos essa opção”.

Junto com a esposa Iracema Barreto Sogari, em 2001, fundou o Instituto Gabi, que é conveniado com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e atende mais de 60 crianças e adolescentes com deficiência, especialmente os de baixa renda da zona sul de São Paulo.

Ao longo desses 18 anos tornou-se referência na construção de políticas públicas de qualidade voltadas à pessoa com deficiência. Um dos destaques da instituição é o Programa de Geração de Renda das Mães Artesãs do Instituto Gabi, que participou do Prêmio Milton Santos em 2018.

“Meu filho usava fralda. A evolução foi muito boa no Instituto Gabi. O Seu Francisco aceitou a gente aqui com tanto carinho e dedicação. Que ele nunca desista de lutar pelas crianças com deficiência” (Adriana Inácio Cabral, mãe do André)

Darko Hunter, o caçador de desaparecidos

“Hunter” em inglês significa “caçador” e essa pode ser a melhor definição para Darko Vieira Cristiano, o Darko Hunter. Ele é o responsável pela Divisão de Desaparecidos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania e já ajudou a solucionar mais de quatro mil casos de pessoas desaparecidas.

Nem sempre são flores. Parte do trabalho do Darko é tentar localizar parentes e – comunicar o falecimento – de pessoas que chegam ao Instituto Médico Legal sem identificação.

Curiosamente foi em uma reunião no IML que as histórias dele e da Soninha se cruzaram. A vereadora aguardava o início de uma reunião quando ouviu do superintendente do IML: “Diga ao Darko que aqui ele não pede, manda”.

No seu trabalho voluntário junto a moradores de rua, a Soninha passou algumas vezes por dificuldades para que amigos não fossem sepultados como “indocumentados”. Para pensar em soluções, ela então Secretária de Assistência Social, pediu a reunião e incluiu o Darko por sua experiência. E teve ainda mais ideia da importância desse trabalho.

“O Darko desempenha um papel tão importante e tão difícil na cidade. É um trabalho que exige muita dedicação e muito comprometimento” (Jadir Pires de Borba, secretário adjunto em exercício da SMDHC)

Facundo Guerra, empreendedor da noite paulistana

Seu avô, médico, comunista, foi torturado pelo Regime Militar. Por isso seu pai foi estudar na Argentina, onde conheceu sua mãe. Ele nasceu em 1974, na cidade de Córdoba. Em 1976, com a abertura política, a família veio para o Brasil, morar na Capital paulista.

Logo se apaixonou pela “cidade que não dorme”, principalmente pelo Centro e sua arquitetura. Tornou-se um verdadeiro “descobridor de lugares” na região, especialmente os que estavam desativados, abandonados e esquecidos. Foi assim que nasceu o Mirante 9 de julho, bem atrás do Museu de Arte de São Paulo, uma parceria com a Prefeitura de São Paulo que transformou o lugar em um ambiente de convívio e cultura.

Em 2005, Facundo Guerra deixou de ser executivo em uma multinacional e investiu sua rescisão na criação do famoso clube Vegas em trecho até então “decadente” da Rua Augusta. Favoreceu a proliferação de novos clubes, bares, restaurantes, estúdios e lojas, ampliando assim a circulação de pessoas de muitos perfis diferentes. A diversidade está em todos os seus negócios.

Ele fundou outros empreendimentos que se consolidaram, como o Cine Joia e o Riviera. Nos últimos meses, deu vida ao Bar dos Arcos, no subsolo do Theatro Municipal, e está à frente da filial paulistana do famoso templo internacional do jazz: o Blue Note.

Seus empreendimentos contribuem com o turismo e o desenvolvimento econômico e social da cidade.

“Eu tenho a obrigação de fazer esse reconhecimento em nome da Cultura da cidade, da diversidade cultural, da efervescência que São Paulo tem em todas as suas dobras. ” (Alê Youssef, secretário municipal de Cultura)

Facundo relembrou quando conheceu a Soninha, ainda no primeiro mandato (2005-2008)

“Eu lembro que eu já tinha o Vegas e a Soninha tinha um projeto de lei para implantar bebedouros dentro das casas noturnas para reduzir danos pelo consumo de entorpecentes. Achei uma ideia fantástica e todos lugares que eu abria já tinha um bebedouro, que batizamos de Soninha.”

Confira a matéria da TV Câmara e também o álbum de fotos do evento:

CompartilharShare on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter

Last modified: 2 de outubro de 2019

Comments are closed.

X