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Sobre o Projeto de Lei do Programa Mais Creche – Por Soninha

27 de novembro de 2019

Vereador Donato expôs agora, com muita serenidade, as razões pelas quais é contra o projeto de lei que cria o programa “Mais Creche”. Ele mesmo foi autor, em 2008, de um PL nos mesmíssimos termos: enquanto não houver vagas em creches na rede pública para todas as crianças, fica o governo municipal obrigado a pagar pela matrícula em escolinhas particulares. E justifica por que retirou sua proposta: foi convencido por representantes/especialistas da Educação de que a medida é incorreta, porque o “emergencial acaba virando permanente”; o recurso que poderia ser direcionado a soluções “permanentes” fica consumido por medidas paliativas.

[Como se o PT não fosse o partido do Bolsa Família, do Prouni… Enfim]

Eu entendo, já discuti muito isso e já me posicionei assim em alguns casos – mas em geral o tamanho/gravidade da emergência é o que me leva a decidir. É aquela frase interessante, “o ótimo é inimigo do bom”. Deixa-se de fazer muita coisa útil, pertinente, importante, porque “o ideal é tal coisa, o ideal não é possível agora, então não vamos fazer nada por enquanto”.

Um fator a ser levado em conta também é a qualidade do paliativo. Exemplo: as polêmicas ciclovias do Haddad.

Muitas pessoas são contra toda ciclovia e pronto, ou toda destinação de espaço público que “prejudique” os automóveis; outras (ex. eu) são contra ciclovias mal planejadas, mal feitas, mal justificadas.

Voltando pras creches: 1) não há vagas suficientes para todas as crianças nas creches “gratuitas”; 2) não é possível abrir creches em quantidade suficiente em curto prazo, por MUITAS razões; 3) enquanto não há vagas, as mães que não conseguem ser contempladas na rede pública SE VIRAM. Pagam uma escolinha, deixam o filho maiorzinho “cuidando” do menor, contratam a vizinha pra dar uma olhada.

Tenho absoluta certeza que não é justo deixar milhares de crianças (famílias) tendo de dar um jeito, fazer o corre, cortar um dobrado, enquanto outras estão atendidas pela municipalidade. Dependendo do caso, não tem mesmo NINGUÉM para apoiar a mãe, ela não tem condições e deixa de estudar e trabalhar.

Portanto, ENQUANTO não houver vagas na rede pública para todo mundo, sou A FAVOR de assegurar matrícula em escola particular. E já defendia isso em campanha eleitoral (tem o vídeo aí) – incluindo a possibilidade, já defendida pelo PT em outros tempos,de contratar pessoas (chamadas em alguns lugares de “mães crecheiras”) para trabalhar nas casas das famílias. Quem tem grana contrata babá… :-/

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Last modified: 27 de novembro de 2019

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