Mandato da Vereadora Soninha Francine

Ideia defendida pela Soninha, idosos em situação de rua começam a ocupar hotéis

9 de julho de 2020

A Prefeitura de São Paulo iniciou nesta quarta-feira (08) a hospedagem dos idosos em situação de rua no Hotel Windsor, na região central da cidade. A medida faz parte do enfrentamento à situação de emergência, em decorrência ao novo coronavírus, especialmente para o público de maior risco de contágio acolhidos na rede socioassistencial.

A ideia é defendida pela vereadora Soninha há mais de três meses. Inclusive, ela e o vereador Eduardo Tuma destinaram R$ 120 mil em emendas parlamentares para a contratação dessas vagas em hotéis.

“Acompanhamos os primeiros moradores em situação de rua que estão vindo para os hotéis conveniados com a Prefeitura de São Paulo. São idosos que fazem parte do grupo mais vulnerável neste período de coronavírus”, disse o prefeito Bruno Covas, que esteve no Windsor nesta quarta à tarde. Com o objetivo de ampliar a proteção social a pessoas idosas, garantindo condições de distanciamento social às pessoas acima de 60 anos, foram contratadas 100 vagas temporárias, sendo 50 delas no Hotel Windsor e as outras 50 no Hotel Rivoli, ambos no Centro de São Paulo.

“Hoje vão chegar os 50 hóspedes neste hotel e, na sexta-feira, os 50 hóspedes do Hotel Rivoli, que é o segundo hotel que está nesta parceria. Nós continuamos em negociação com mais dois outros hotéis, inclusive com um hostel, para que a gente consiga anunciar outras vagas”, afirmou a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Berenice Giannella.

As vagas são destinadas aos idosos que estejam em condições de maior autonomia para o autocuidado, identificados pelos técnicos dos Centros de Acolhida para Adultos, que fazem o encaminhamento para as acomodações (duplas ou individuais).

”Eu estou muito otimista com esse novo serviço. O abrigo também era muito bom, mas existe uma diferença, pelo que eu vi. Estou muito feliz e mais tranquilo”, disse o hóspede Nelson Guedes.

Os hotéis oferecem alimentação, serviços de limpeza e de manutenção do espaço, conforme o contrato com o estabelecimento hoteleiro, que será remunerado pela Prefeitura (por diária e por pessoa). Já o atendimento social será realizado pela equipe técnica da parceria entre a SMADS e a Organização Social Civil (OSC) Instituto Fomentando Redes e Empreendedorismo Social (INFOREDES).

“A cidade tem enfrentado a pandemia fazendo valer as três premissas adotadas pela Prefeitura: não deixar ninguém sem atendimento hospitalar, não deixar ninguém passar fome e aqueles que vierem a óbito terem um enterro digno”, destacou o prefeito Bruno Covas.

Pandemia
O contexto de pandemia e o decreto para situação de emergência exigem recomendações técnicas adicionais, assim como foram elaboradas para os demais serviços da rede socioassistencial. Elas devem ser produzidas antes do início da hospedagem dos conviventes e incluirão capacitações dos profissionais remanejados dos serviços e daqueles contratados pela rede hoteleira.

O prefeito destacou, ainda, a capacidade de acolhimento oferecida atualmente pela Prefeitura. “Foram 1.072 vagas de acolhimento criadas pela Prefeitura durante o período da pandemia. Então, hoje nós temos 22 mil vagas de acolhimento na cidade de São Paulo. Inclusive transformamos 4 mil vagas que eram de 16 horas para vagas de 24 horas. Ou seja, pessoas que as vezes tinham que sair e voltar para a fila para poder entrar no mesmo abrigo, mas que agora podem ficar nestes espaços transformados”, afirmou Covas.

Fonte: site da Prefeitura
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Last modified: 9 de julho de 2020

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