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Soninha - Mandato Eletrônico - Tribuna
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17/09/2008 - Dia Mundial Sem Carro

         A SRA. SONINHA (PPS) - (Sem revisão da oradora) – Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sras. Vereadoras, público presente, este é o mês do Dia Mundial sem Automóvel. No mundo inteiro se reserva o dia 22 de setembro para uma reflexão sobre o uso, impacto do automóvel e a mobilidade urbana de modo geral. Esta Casa aprovou a instituição do Dia sem Automóvel e a lei está em vigor desde 2005, se não me engano, para que aqui também fosse incluído no Calendário Oficial da cidade, esse momento de reflexão sobre as questões de mobilidade, que estão na pauta, na ordem do dia mais uma vez.

         Quando aprovamos esse projeto de lei, houve dois tipos de reação. Alguns entenderam que era uma espécie de imposição do Estado, ou do Poder Público, para que as pessoas fossem obrigadas a deixar seu automóvel em casa naquele dia. É importante registrar que o Dia sem Automóvel nasceu de um movimento da própria sociedade civil. Não foi uma ação governamental querendo impedir as pessoas de usar automóvel. Foi uma ação da própria sociedade, que trouxe essa questão para a pauta do Poder Público.

         Outra reação teve o seguinte teor: “Imagina dia sem automóvel! Que absurdo, não dá para viver sem automóvel em São Paulo!” O que em si já é uma justificativa para que haja esse dia. É óbvio que o automóvel tem a sua utilidade, em algumas situações não é possível substituí-lo adequadamente por outro meio de locomoção. Mas, há muitas situações em que o automóvel é, perfeitamente, substituível por alternativas até melhores. As pessoas não abrem mão do automóvel em função de desconhecimento e costumes adquiridos em uma cultura que associa, inclusive, o automóvel a um sucesso pessoal, ao respeito que uma pessoa vai receber em função do veículo com que ela chega a um determinado lugar.

         Alguns trajetos, em São Paulo, já são mais bem atendidos pelo transporte coletivo do que pelo transporte individual, mesmo com todos os problemas que têm o transporte coletivo. Não é difícil saber que o tempo de deslocamento de Metrô, daqui até a Zona Leste, dificilmente, será maior do que o tempo de deslocamento em automóvel, mesmo nos horários sem trânsito.

                  O metrô nos últimos anos tem estado sobrecarregado e superlotado e não se pode dizer que a culpa é dele por estar nesse estado. Não tem como o metrô oferecer mais espaços nos vagões, a não ser que tire mais bancos, coisa que já fez nos últimos tempos, ou diminuir os intervalo entre os trens sem ameaçar a segurança. O metrô está superlotado também por excesso de demanda, pelo modo como a cidade se espraiou, de uma maneira muito desigual e desordenada obrigando milhões de pessoas a se deslocarem diariamente por longas distâncias da sua casa até o trabalho.

         Mas deixando isso de lado por enquanto, até porque não cabe neste tempo do Pequeno Expediente, mesmo com todos os problemas do transporte coletivo, mesmo com a sobrecarga no metrô, mesmo com a sobreposição de algumas linhas de ônibus fazendo com que os próprios corredores de ônibus, ao invés de terem mais velocidade, estejam mais lentos porque os ônibus em excesso congestionam o próprio corredor, mesmo com a falta de conforto nos pontos de ônibus, nos próprios veículos, nos terminais, mesmo com todos os problemas que a gente tem com relação às informações sobre o sistema de transporte, alguém que queira pela primeira vez pegar um ônibus para um determinado destino terá dificuldade de descobrir qual é o ônibus que precisa pegar, vai acabar fazendo um mini referendo na calçada: “Qual é o ônibus que passa por aqui? Por onde ele vai? Pela avenida ou pelas ruas?”, mesmo com todos esses e vários outros problemas do transporte coletivo em muitas situações ele já é mais indicado do que o transporte individual. Uma situação óbvia que não é muito distante de nós é, por exemplo, a Avenida 9 de Julho, que foi, se não me engano, o primeiro corredor de ônibus feito na cidade, o corredor 9 de Julho que hoje compõe o sistema 9 de Julho-Santo Amaro. Lembro de ter visto, nobre Vereador José Police Neto – Netinho, no Vale do Anhangabaú a maquete do corredor quando ainda se previa que ele seria todo percorrido por ônibus elétrico e é uma pena que não tenha sido dessa maneira do ponto de vista ambiental, de ruído etc. Mas, enfim, o corredor 9 de julho é um exemplo óbvio de um lugar da cidade em que usar o transporte coletivo já é mais vantajoso do que o transporte individual.

         Temos o mês inteiro para falar sobre isso, então volto a esse assunto em outra oportunidade, Sr. Presidente.

         Obrigada.