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Soninha - Mandato Eletrônico - Tribuna
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01-10-2008 - Remédio em Casa etc.

         A SRA. SONINHA (PPS) - (Sem revisão da oradora) - Obrigada, Sr. Presidente. Nobre Vereador Natalini, vou me referir a duas coisas que V.Exa. disse agora no seu pronunciamento, concordar em parte e fazer algumas observações.

         Quando V.Exa. diz que não é todo mundo que deve receber remédio em casa, que isto deve atender a determinados protocolos de mobilidade muito comprometida, tem completa razão. Aliás, não faria sentido entregar medicamentos em domicílio para toda a população. O problema é que a propaganda na televisão dá a entendender que remédio em casa é para todo mundo. Não é e não deveria ser, mas é muito fácil resumir um programa, uma ação em três palavras e induzir à compreensão errada.

         Quanto aos CEUs, de fato os projetos dos CEUs não estavam todos prontos e em condições de ser iniciados imediatamente. Alguns terrenos reservados para as obras tinham problemas até ambientais a ser resolvidos, mas o Governo não deu início às obras nem ao processo de regularização desses terrenos assim que assumiu. O atual Governo não pretendia dar continuidade aos CEUs porque fazia, na minha opinião, um cálculo errado. Dividia o custo da obra pelo número de alunos matriculados e concluía: “Essa é uma escola muito cara”, sem levar em conta que o CEU não é uma escola simplesmente e que o custo da obra não deveria ser dividido por dois mil ou três mil alunos. O CEU é um núcleo, um pólo de cultura, de esportres, de atividades comunitárias e de lazer para todas as escolas públicas do entorno e também para a comunidade de modo geral. Quando o Governo entendeu que tinha se enganado no cálculo, na avaliação de quanto custa e quanto vale o CEU, de fato reavaliou e fez algumas correções nos projetos arquitetônicos, pois havia alguns problemas no uso. O projeto original é mais bonito, na minha opinião, do que o projeto que esta Prefeitura vem executando, mas tinha problemas de barulho, de incompatibilidade de usos. Isso foi melhorado, o custo foi reduzido e começaram as obras. Então, não é verdade que no início de 2005 se poderiam construir CEUs a um estalar de dedos nem é verdade que o Governo tentou começar a construir CEUs no início de 2005. Foi só depois de algum tempo de negociação, de persuasão que este Governo assumiu o projeto dos CEUs.

         No tempo que me resta, quero narrar dois episódios contados por uma mesma pessoa, moradora no extremo da zona Sul, Jardim Capela, para mostrar como, por melhores que sejam os sistemas, às vezes um pequeno problema na ponta destrói a qualidade do atendimento para o cidadão. Os sistemas que vou comentar agora nem são assim tão bons: o de transporte coletivo e o de saúde.

         A pessoa foi pegar o ônibus, hoje, no Terminal Ângela para Pinheiros, que é um dos mais disputados. O Terminal tem uma série de ônibus para Pinheiros parados, aguardando a sua vez de encostar na plataforma para embarque dos passageiros. O primeiro encostou, logo lotou, mas não saía, ficou quinze minutos parado na plataforma. As pessoas, naturalmente, começaram a ficar impacientes - as que estavam dentro do ônibus e as que estavam na plataforma aguardando o próximo -, começara a se irritar, começaram a fazer barulho, a gritar com o motorista, a ameaçar bater no ônibus, botar fogo no ônibus. O ônibus lotado não saía e os outros ônibus vazios não podiam, portanto, estacionar na plataforma. O que tinha acontecido? O cobrador sumiu e ninguém sabia que providências tomar. A idéia de um dos fiscais da plataforma foi: “Desce todo mundo e embarca no outro ônibus, que tem a equipe completa, motorista e cobrador”. Os passageiros não quiseram descer de jeito nenhum. A solução encontrada, depois de muito tempo de tensão, de perigo até de uma situação mais grave, foi aquele ônibus sair lotado do Terminal Angela em direção a Pinheiros, com o letreiro de “Reservado”, sem colher nenhum passageiro no caminho, apenas descendo quem tinha embarcado com Bilhete Único na catraca do Terminal ou quem tinha vindo de outra linha. Então, o ônibus só foi esvaziando até Pinheiros por falta de cobrador, e os pontos lotados de gente querendo embarcar. É uma situação bizarra, absurda.

         Outro problema foi numa unidade de Saúde. A mãe levou o filho para um AMA e pegou duas senhas, uma para ela, outra para o filho. Foram chamados na enfermagem para a primeira triagem, medir temperatura, pressão, pesar a criança. Ela chegou com as duas senhas de atendimento, dela e do filho, e a pessoa que atendeu disse: “Não pode. Você tem que pegar uma senha, seu filho passa na enfermagem, espera ser chamado no consultório médico, entra, passa pela consulta médica. Depois a senhora volta para a recepção, pega a sua senha, entra na fila, passa pela enfermagem, aguarda” - uma coisa completamente sem sentido e contraproducente. Então, concluindo, para ver como é preciso estudar muito bem o sistema, a lógica do serviço público de modo geral, o fluxo das informações, das pessoas, mas é preciso ter o controle social para avaliar o que acontece na ponta, no contato direto do cidadão com o servidor público, contratado ou terceirizado, para que essas coisas não aconteçam.

         Muito obrigada, Sr. Presidente.