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Soninha - Mandato Eletrônico - Tribuna
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         A SRA. SONINHA (PPS) - (Sem revisão da oradora) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, público presente à galeria, pessoas que acompanham nossos trabalhos de casa, pela Internet, tivemos, hoje de manhã, nesta Casa, audiência pública do Orçamento nas áreas de meio ambiente e cultura.

         Existe um tema que, apesar de muito relacionado ao meio ambiente, não está ligado, pela organização da administração pública, à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, mas sim subordinado à Secretaria de Serviços: a gestão de resíduos. Entretanto, como o próprio Secretário Eduardo Jorge costuma dizer, não só a Secretaria do Meio Ambiente precisa se ocupar do meio ambiente, todas as pastas da administração municipal, todos os setores têm de incorporar essa preocupação.

         Em relação à gestão de resíduos, falarei de um dos temas mais debatidos dos últimos tempos: quanto de material reciclável é, efetivamente, coletado e reciclado. Não adianta saber que plástico é reciclável se ele não for coletado, processado, se não voltar para a cadeia produtiva. Os fabricantes, muitas vezes, ostentam com orgulho suas embalagens recicláveis. Mas se essa embalagem for para o aterro sanitário, não faz a menor diferença ser reciclável.

         O número real de reciclagem tende a ser superior ao da coleta oficial, aquela do contrato de concessão firmado com as empresas de lixo. Se levarmos em conta só a coleta dessas empresas, teremos um número muito pequeno. Não podemos ignorar que a coleta de material reciclável no Brasil é feita de maneira informal há muito tempo. Tanto é assim que sempre tivemos números impressionantes com a reciclagem de alumínio; sempre ficamos em segundo, primeiro lugar por causa da coleta informal, do trabalho dos catadores de latinha.

         Por isso, se quisermos analisar quanto de material reciclável é realmente reciclado em São Paulo, temos de considerar não só a coleta feita pelas empresas, mas também a dos catadores, organizados em cooperativas – algumas conveniadas com a Prefeitura - catadores não organizados em cooperativas, dos autônomos, das entidades, das instituições, o material reciclável levado pelas pessoas ao mercado, ao Corpo de Bombeiro, ou até aquilo comprado por sucateiros e ferros-velhos.

         O ideal seria haver um sistema de coleta muito bem organizado, gerenciado pelo poder público, com a participação de várias entidades da sociedade civil. Defendemos um modelo de coleta seletiva solidária, que inclua os catadores organizados em cooperativas.

         Entretanto, não havendo ainda um sistema organizado e eficiente, é melhor que o material reciclável seja destinado de alguma maneira para a reciclagem. Se o caminhão não passa pela porta da sua casa, mas você recolhe o material e leva para uma cooperativa, melhor. Hoje, muitas pessoas que querem destinar corretamente o resíduo que produzem escolhem um catador de confiança, uma empresa, uma instituição que recolha. O melhor que as pessoas fazem é se preocupar com o destino do resíduo que produzem. Não podemos achar que é só jogar tudo dentro de um saco, amarrar, colocar na calçada e aquilo não é mais nosso problema, aquilo deixa de existir. Para onde quer que vá, aquilo continua sendo problema nosso.

         Trouxe este tema hoje à tribuna porque recebi um e-mail do representante de uma casa noturna, um estabelecimento comercial em São Paulo, com o seguinte teor: “Alguns dias atrás chegaram ao escritório dois fiscais, certamente agentes vistores, perguntando como fazíamos com o lixo. Expliquei que particulares retiram e reciclam o lixo todas as noites. Ele disse que não pode, me passou um telefone para verificar sobre coleta seletiva e foi embora, não pediu nenhum documento nem assinatura, nada.” Agora chegou lá uma multa, que está anexa. Quando esse empresário ligou para a empresa responsável pela coleta na região, foi informado que a coleta de material reciclável é feita uma vez por semana, somente às quintas-feiras, como normalmente é a coleta seletiva domiciliar. “Impossível guardarmos todas as latas da semana, não teríamos espaço para isso, fora o cheiro que ia exalar na casa. Precisamos da sua orientação.” Então, a pessoa se preocupa com a destinação das suas latas de alumínio e tem um acordo firmado com uma instituição que recolhe as latas, foi multada por realizar coleta clandestina de lixo - como se o estabelecimento o fizesse.

         Então, Vereador, é lamentável pelos dois lados: que o sistema de coleta seletiva ainda não seja abrangente, organizado e eficiente como deveria; e quando as pessoas se preocupam com a destinação do seu material reciclável, que corram o risco de ser multadas sob a acusação de realizarem coleta clandestina, por separar material reciclável e ceder para quem o recolhe e trabalha com ele.

         Obrigada.