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Quem sou eu, ou “minha vida em 12 parágrafos”

Eu nasci em Santana, em uma família de classe média. Minha mãe era professora de inglês, e meu pai teve muitos empregos diferentes (na maioria das vezes, ligados a distribuidoras de combustível ou montadoras de automóvel).

A nossa vida não era luxuosa, muito pelo contrário. O dinheiro era contado; um vidro de palmito no supermercado era uma extravagância. Mas eu e meus irmãos estudamos em escolas particulares (hoje em dia, isso é quase um luxo!) e moramos em casa própria (comprada naquele famoso “financiamento de 15 anos” da Caixa Federal). A família nunca viajava de avião, mas meus avós tinham casa na praia. A gente não tinha telefone, mas eu tinha um piano... Enfim, vivíamos com um pouco de dureza e um pouco de conforto.

Estudei na mesma escola a vida inteira, o Colégio Santana. Um colégio que tinha uma preocupação muito bacana com a formação do caráter, com a criatividade, solidariedade, espírito crítico... (Bem melhor do que a preocupação fanática com o vestibular!).

No colegial (ou “Ensino Médio”, como se diz hoje) eu fiz Magistério. Adorava lidar com crianças e pensava em dar aula. E achava mais útil estudar filosofia, sociologia, psicologia, etc. do que a biologia, química e física que eram ensinadas no curso de Patologia.

Poucos meses depois do 3o. Magistério, nasceu minha primeira filha – o que significa que eu terminei o colégio grávida. Foi uma tremenda mudança de planos, mas não uma tragédia. Deixei para depois a Faculdade de Educação Física que eu pretendia fazer para me dedicar bastante às filhas (dois anos depois, nasceu a segunda).

Com o tempo, acabei desistindo da Educação Física – eu precisava trabalhar e não teria condições de estudar em período integral. Alguns anos mais tarde, decidi fazer faculdade de Cinema. Precisei arrumar um tempo entre as aulas que eu dava na Cultura Inglesa, ensaios de teatro amador e o trabalho em casa com as filhas para estudar. Com livros emprestados, tentava lembrar o que tinha aprendido no colegial e entender o que nunca tinham me ensinado (a tal da química, física...). Deu certo – passei na Fuvest em 88.

Não foi fácil fazer faculdade, ainda mais porque eu morava em Santana e não tinha carro. Pegar duas horas e meia de condução para atravessar a cidade é dose, mas eu não tinha escolha. Depois de algum tempo consegui comprar a Vespa do meu irmão, que facilitou muito a minha vida e quebra um galhão até hoje.

Em 1990, no segundo ano do curso, recebi um convite para trabalhar na MTV como assistente de produção. Eu queria fazer cinema e não televisão, mas não estava em condições de recusar emprego nenhum! Aos poucos, parei de dar aula e fiquei só com a TV, pensando que sairia assim que pudesse. Acabei tomando gosto, e fiquei lá quase dez anos...

Por causa de um programa de futebol na MTV, fui convidada para participar de algumas mesas-redondas, até virar comentarista e apresentadora da ESPN-Brasil. Depois da MTV, passei um ano e meio na TV Cultura, mas nunca saí da ESPN.

O mundo deu suas voltas e eu, que um dia precisei desistir da Educação Física, acabei me “especializando” no futebol. Além de trabalhar em um canal de esporte, escrevo uma coluna semanal na Folha de São Paulo e já passei também pela Rádio Globo/ CBN. Mas continuo falando de outros assuntos (música, cinema, internet, política, cidadania) na America on Line.

Tenho também as atividades não profissionais – dou aulas de inglês como voluntária em uma associação na periferia, participo de muitos debates e palestras em escolas e centros culturais, faço traduções para o centro budista que freqüento (sou praticante de budismo desde 98) e acompanho o trabalho de algumas ONGs, dando apoio sempre que posso.

Acho que a graça de contar isso tudo é ajudar a definir melhor os interesses e preocupações que me levaram à política. Como nunca fui rica – embora, para padrões brasileiros, eu esteja agora acima da média – sei muito bem o que é depender de condução, posto de saúde, orelhão, biblioteca pública... E garanto que não esqueci como é ser “consumidor de serviço público” (até porque continuo sendo – eu ainda ando de ônibus!). No colégio, aprendi a ser crítica, consciente, responsável. No trabalho na mídia, lidando com música, esporte e outros assuntos, conheci muitos problemas e projetos bacanas; tive exemplos e de iniciativas que mudam a vida das pessoas e estímulos para fazer o mesmo. Na prática budista, aprendo a ser cada vez mais calma, generosa e persistente, e trabalhar mais para o outro e menos para mim mesma.

 
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