Mandato da Vereadora Soninha Francine

Descobrindo os rios de São Paulo

29 de outubro de 2018

Nossa cidade tem entre 300 e 500 rios soterrados correndo canalizados embaixo de casas, ruas e edifícios. A estimativa é do Projeto Rios & Ruas e foi apresentada na última sexta-feira (26/10), em um evento promovido pelo mandato da Soninha na Câmara Municipal.

A palestra “Rios Cobertos – Vamos descobrir?” buscou propor uma nova abordagem na relação entre a capital e a sua malha hídrica ao mostrar como se relacionam os rios paulistanos e os nomes dos bairros, a história e o desenho da cidade, além de curiosidades sobre o tema.

Autora da iniciativa, a vereadora Soninha reforçou a importância de iniciativas como o Projeto Rios & Ruas para o fomento do conhecimento e como ferramenta na educação ambiental.

“Quanto mais nos dermos conta desses seres vivos enterrados, mais poderemos melhorar a condição deles e, portanto, a nossa” (Soninha Francine)

Criado há 10 anos pelo geógrafo Luiz de Campos Júnior e o arquiteto e urbanista José Bueno, o Projeto Rios & Ruas tem promovido expedições, exposições, intervenções urbanas e palestras sobre a importância do mapeamento e da conscientização em relação aos três mil quilômetros de cursos d’água escondidos sob a área do município.

Campos contou que a cada 300 metros há um curso d’água na Capital. Contudo, esse número só é lembrado de maneira negativa, no momento em que ocorrem enchentes, alagamentos e destruições.

Cursos d’água da região central da cidade de São Paulo. Imagem extraída da apresentação dos palestrantes.

Para mudar tal cenário, o geógrafo reforça a necessidade de promover uma mudança na forma como a sociedade se relaciona com os leitos fluviais do município e, assim, passar a valorizá-los adequadamente.

“A melhora ambiental da cidade, o lazer, a autoestima e a qualidade de vida do paulistano estão diretamente ligados com a malha hídrica, principalmente a soterrada” (Luiz de Campos Júnior)

Além do meio ambiente, a geografia e a identidade física de regiões de São Paulo teriam sido moldadas pelos rios soterrados, analisam os especialistas. Um exemplo destacado pelo arquiteto e urbanista José Bueno é o “Beco do Batman”, na região da Vila Madalena, na Zona Oeste, que foi construído sobre um rio. O formato da rua segue os contornos do fluxo d’água.

Imagens do Beco do Batman, na Vila Madalena, extraídas da apresentação dos palestrantes.

Para Bueno, conhecer esse “tesouro hídrico” faz com que a sociedade crie uma nova relação com o espaço urbano e enxergue a cidade além do asfalto e do concreto.

“Nós tentamos recuperar essa sensibilidade pelas pessoas e pela cidade. Quando reaproximamos as pessoas da beira de um rio ou de uma nascente, conseguimos reumanizar as relações e isso pode ser uma solução para alguns dos problemas atuais” (José Bueno)

Assista à íntegra da palestra:

 

Acesse aqui a apresentação dos palestrantes.

Assista aqui também a matéria da TV Câmara sobre o encontro.

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Last modified: 1 de novembro de 2018

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