Mandato da Vereadora Soninha Francine

Centros de acolhida precários: queremos explicações

27 de março de 2019

Uma denúncia do SP2 de ontem, da TV Globo, mostrou o estado precário dos centros de acolhida na cidade de São Paulo, muitos deles inaugurados há pouquíssimo tempo (assista aqui).

Hoje, na Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, a Soninha, que já foi secretária da SMADS e conhece bem os gargalos da área, apresentou um requerimento solicitando dezenas de informações sobre os diversos problemas encontrados e cobrando soluções.

A vereadora, inclusive, escreveu um post em seu Facebook sobre o problema, que culminou com a saída do secretário José Castro da pasta:

“Muitos km de post a escrever sobre a saída do Secretário José Castro, da Assistência Social, sobre as denúncias apresentadas ao SPTV, as restrições orçamentárias etc. Como tenho de começar por algum lugar, escolho as palavras “contratos milionários”, para colocá-las em perspectiva.
Quando vi que o Fundo Municipal gerido por SMADS movimenta mais de um bilhão de reais ano, cheguei a pensar: é MUITO dinheiro, não é possível que não dê pra fazer MUITO MAIS do que se faz agora.
Triste ilusão. O recurso é muito “amarrado”, “carimbado”, comprometido com os Termos de Parceria (antigos “convênios”) com mais de mil e duzentos serviços socioassistenciais.
Cada serviço tem uma tipificação nacional (em alguns casos, municipal) que estabelece o mínimo obrigatório em termos de Recursos Humanos e recursos materiais. Nos casos de serviços de acolhimento 24h, por exemplo, o numero de trabalhadores (celetistas!) necessário para o atendimento ininterrupto, 365 dias/ano, torna o repasse mensal muito alto, mesmo que os salários não sejam grande coisa, muito pelo contrário.
Algumas Organizações da Sociedade Civil são parceiras em dezenas de serviços, o que faz com que recebam milhões de reais por ano. Só que… Não apenas há diferenças significativas entre as entidades, como há diferenças de qualidade entre serviços da mesma entidade! Existe algo decisivo chamado “fator humano” que desequilibra tudo.
Um(a) boa/bom gerente, assistente social orientador socioeducativo, operacional, cozinheiro, segurança faz TODA A DIFERENÇA DO MUNDO. Um trabalhador desonesto ou desinteressado estraga tudo.
Tem ONG que “recebe milhões” e ainda faz um corre incrível pra captar recursos adicionais, arranca os cabelos para fechar as contas no fim do mês e oferece um atendimento muito bom. E tem ONG que se apropria indevidamente do recurso público e oferece uma merda de atendimento.
Em suma: é dinheiro demais, nem por isso é suficiente… É um desafio enorme fiscalizar a qualidade do gasto público. E os servidores públicos, de alto a baixo, nem sempre têm o interesse e a capacidade de fazê-lo – porque em meio a isso tudo há defeitos grotescos que não deviam ser admitidos jamais, como o maldito marmitex azedo, e nem isso o povo é capaz de corrigir.”

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Last modified: 28 de março de 2019

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