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Blog da Soninha – da Comissão de Finanças para a Cultura

6 de julho de 2020

“A MTV me levou de volta para o esporte, e a Comissão de Finanças da Câmara Municipal, para a Cultura.

Eu queria viver de esporte e Educação Física. Dar aula, dar treino. Jogadora profissional (de basquete, ainda por cima) estava completamente fora do alcance, mas eu amaria ser de uma comissão técnica. A faculdade de Educação Física era o plano A; outros cursos, como Nutrição, seriam o Plano A – 1.

Nem A, nem A-1. Engravidei no terceiro colegial (Magistério) e, aos poucos, fui abandonando os planos de ensino superior. Uma filha, duas filhas, nenhuma grana, nenhuma prática esportiva, nenhuma chance de passar o dia na faculdade (era período integral na USP, único curso que eu teria condiçõe$ de fazer).

Novas letras para novos planos: B – teatro; C – cinema. Esse virou faculdade, e na USP! Aí veio o que não estava em nenhum plano, a possibilidade de trabalhar em televisão. Que eu só não recusei porque não estava em condições de recursar oferta de emprego.

10 anos de MTV depois, amando participar da invenção de um canal de TV, fui convocada às pressas para narrar jogos de futebol do Rock & Gol. Futebol era parte da nossa dieta: brigávamos, na redação, pelos cadernos do Esporte dos jornais; discutíamos e nos provocávamos o dia todo; assistíamos jogos em alguma TV de canto; íamos a jogos no estádio e jogávamos no sítio de alguem no fim-de-semana.

Nunca na vida teria eu imaginado que essa seria a deixa – o lançamento surpreendente para o chute de longe, o arremesso de 3 pontos, a deixada que fura o bloqueio – para eu trabalhar com esporte, 15 anos depois de ter desistido. Por causa do Rock & Gol foi convidada para uma mesa redonda na ESPN Brasil durante a Copa de 98, naquele estilo “vamos trazer alguém que não é do ramo para comentar a seleção”. Acabei entrando para o ramo, ideia maluca do Zé Trajano que me proporcionou experiencias gloriosas (como conhecer e entrevistar esportistas adorados,cobrir uma Copa e uma Olimpíada).

Então o plano que nem letra tinha – talvez um “G”, de “ganhar dinheiro com alguma coisa relacionada a cultura” – me levou de volta para o A*. Duvido que eu teria pisado em uma Olimpíada se a vida tivesse seguido o caminho planejado.

Sobre Finanças e Cultura eu falo em outro post, porque nem oferecendo um número de rifa alguém leria mais do que isso.

#cultura #trabalho #esporte #planos #mudançadeplanos #MTV #ESPNBrasil #CamaraMunicipaldeSaoPaulo #Finanças

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Last modified: 6 de julho de 2020

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