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“Fake news” também acontece nos melhores veículos” – Blog da Soninha

21 de agosto de 2020

“Jornalismo declaratório”, já ouviu falar? Já viu em ação, com certeza. Um veículo de comunicação ouve alguém e publica a “notícia”. O que alguém disse passa a ser “o que é”. Fica mais ou menos assim:

– “Prefeito quer acabar com a infância”, dizem especialistas.
– Sindicato alerta: prefeito detesta criancinhas.
– “Salvem nossas crianças”! Vereadores da oposição pedem para prefeito desistir de mandar as criancinhas para o matadouro.

Na melhor das hipóteses, ouvem “o outro lado”:

– “Prefeito nega que queira matar as criancinhas”.
– “Em nota, Secretário desmente que prefeito seja inimigo da infância”.

***
A imprensa chapa-branca, oficialesca, vendida, publica a propaganda dos governantes como se fosse tudo verdade.

A imprensa pretensamente independente, crítica, muitas vezes publica tudo que a oposição diz como se fosse verdade.

Fiquei arrasada quando me elegi vereadora da primeira vez e vi meu partido mentindo com a maior desenvoltura, totalmente convencido de que isso era justo e necessário para enfraquecer e derrotar o governo.

Acreditei em tanta coisa que a oposição dizia… 😫

***
A oposição tem dito que Bruno Covas está “desmontando a Vigilância Sanitária”. Falam nas redes sociais, falam em manifestos, falam na tribuna. E a imprensa… Vai na deles! A notícia começa daí, sente a manchete:

“Covas assina portaria que altera vigilância em saúde; sindicato vê desmonte para favorecer flexibilizações durante pandemia” (G1)

A apuração é tão vagabunda que a primeira parte, que supostamente é 100% objetiva, já está errada: quem faz Portaria é Secretário; prefeito assina Decreto. Mero detalhe? Não. É a demonstração de que foi lido o release do Sindicato – não o DECRETO do prefeito que reorganiza a Secretaria de Saúde. (Se alguém tiver o interesse, segue o link: http://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/…/decreto-59685-de-1…). No dia seguinte saiu a Portaria do Secretário, que detalha as mudanças estabelecidas no Decreto. E “desmonta” a Covisa? NÃO, descentraliza, o que implica na transferência de servidores da “sede” central para as regiões.

Toda transferência gera desconforto, toda medida tem divergências. Ok. Mas os servidores descontentes com a mudança falam, por meio do Sindicato – ou seria melhor dizer que o Sindicato supostamente fala em nome dos servidores? 🤔 – que “ninguém foi ouvido”, “foi da noite pro dia”. E o pior: que o prefeito extinguiu a Covisa [mentira!!] e “para favorecer a flexibilização” (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!).

O Sindicato afirmar uma barbaridade dessas já é grave. Disse que o prefeito que “deixar de ter um órgão técnico [!!!!!!!!!!!] que tem se posicionado contra a flexibilização no mês de junho e contra a abertura de escolas no mês de setembro”. 🤦‍♀️E prossegue: “Talvez, isso tenha incomodado muito o governo que, durante esse período eleitoral, tem uma proposta de candidatura do prefeito à reeleição”.

Um deputado federal do PT dizer algo assim é “compreensível”, “faz parte”. Não acho certo, mas ele claramente tem um interesse nesse “período eleitoral”. Mas o jornal que SUPOSTAMENTE tem o dever de noticiar os FATOS e investigar as informações de modo que as pessoas tenham elementos suficientes para formar sua própria opinião.

***
A minha Vigilância em Saúde, Democracia e Jornalismo adverte: “Preste atenção em falsas notícias”. Porque “fake news” também acontece nos melhores veículos.

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Last modified: 21 de agosto de 2020

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