Mandato da Vereadora Soninha Francine

Bruno Covas: Eu, Eduardo Jorge e Marta Suplicy

18 de novembro de 2020

Sei que nem todos que me apoiam são eleitores de Bruno Covas.

Apenas gostaria que soubessem de que não apoio o prefeito só por obrigações partidárias, mas por confiança em quem ele é, no que acredita e o que faz.

Algumas medidas do Bruno Covas – e, aliás, de governos do PSDB – seriam celebradas pelos partidos mais à esquerda como conquistas históricas, mas ele sequer faz muito barulho com isso. É característica dele fazer mais do que falar (virtude rara, hein).

Vejam, por exemplo:

  1. Publicou um Decreto que “Institui a politica municipal de prevenção e combate ao racismo Institucional e o Comitê de Prevenção e Combate ao Racismo Institucional” (Decreto 59.749/2020);
  2. Sancionou o PL de 2015 de vereadores do PT e do PSOL (Reis e Samia) que prevê sanções a estabelecimentos em que haja prática de discriminação contra pessoas LGBTI (apesar de protestos da base conservadora);
  3. Regulamentou a cota para contratação de população em situação de rua pelos prestadores de serviço da prefeitura;
  4. Criou nova Casa de Cidadania LGBTI+, a primeira da Zona Oeste da cidade.
  5. Criou a Coordenação dos Povos Indígenas na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (Decreto 59.746)
  6. Atualizou a política de Habitação e a parceria com as entidades/movimentos de moradia, superando os entraves causados pelo fim de repasses federais.

Não espero que meus eleitores votem todos em meu candidato, mas refuto acusações injustas. De jeito nenhum Covas é “a direita”.

Acho até que o fato dele gostar de mim e me respeitar já demonstra alguma coisa. Eduardo Jorge e Marta Suplicy não estariam na campanha do Bruno Covas se ele fosse um troglodita.

Bruno Covas é um prefeito humanista, progressista, democrático, sensível a questões ambientais, defensor dos Direitos Humanos.

Nunca – NUNCA – se alinhou a Bolsonaro, nem ficou “neutro”. Ao contrário, disse que votou nulo nas eleições, refutando a estratégia “Bolsodoria” (Veja aqui: https://bit.ly/3kJB11o).

Associá-lo ao bolsonarismo (“Bolsodória“) é estratégia de narrativa do PSOL sem compromisso com a verdade. Ou, colocando em outros termos: sacanagem. >> trecho riscado, atendendo à recomendação do Eduardo Jorge, conforme o print abaixo:
***

O PSOL é mestre de narrativas, mas não de coerência.

Dou um exemplo recente: Os vereadores do PSOL se colocam enfaticamente contra “qualquer transferência de recursos públicos para o setor privado” – por exemplo, a matrícula em escolas particulares de crianças que ainda não tenham vaga na rede pública. Mas um deles criticou muito o Bruno Covas por não contratar radioterapia para servidores públicos nos hospitais privados (Osvaldo Cruz e Beneficência Portuguesa), obrigando os pacientes do Hospital do Servidor a buscar tratamento nos hospitais estaduais de referência. Não sossegou enquanto o prefeito não contratou de novo. Hospitais privados atendendo com recurso público!

Também votaram contra a extinção do salário-esposa, benefício anacrônico e injusto, de valor irrisório (R$3,39 por mês) que, multiplicado por milhares de servidores, resultava em despesa anual de R$ 500 mil. Entenderam que é “direito adquirido”… Ficam assim as cidadãs e cidadãos arcando com tal despesa – inclusive as mulheres chefes-de-família que sequer tem salario.

***

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Last modified: 19 de novembro de 2020

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