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“Verdades absolutas” x Organizações Sociais de Saúde (OSs)

4 de dezembro de 2020

Algumas “verdades absolutas” trazidas pelos adversários pela gestão por Organizações Sociais de Saúde:

“O profissional que trabalha há 20 anos na Saúde conhece o território; os recém-contratados não tem esse vínculo”.

Ora ora ora.

Desde quando o tempo de permanência é garantia de qualidade no trabalho?

Quando se fala da política, essas mesmas pessoas costumam defender o contrário: que o bom é a “renovação.

Profissionais experientes tem qualidades que só o tempo traz; o frescor do começo de um trabalho, idem. Mas nem a experiência nem a “juventude”/”novidade” são em si a garantia de um bom trabalho.

Todos nós conhecemos médicos, enfermeiros e outros trabalhadores de Saúde com longa trajetória que são INCRÍVEIS. E muitos que são terríveis, trabalham sem compromisso, sem tesão, sem respeito por ninguém, sejam colegas de trabalho ou seus pacientes. Chegam atrasados às consultas, nem olham na cara da pessoa à sua frente, rabiscam uma receita padrão e pronto – amoxicilina, dipirona.

É quase tabu dizer que a estabilidade quase absoluta do servidor público contribui muito para isso. Bom profissional ou mau, dedicado ou relapso, pontual e assíduo ou absenteísta, no fim tanto faz.

Um diferencial dos profissionais contratados por CLT é a possibilidade de demitir aquele que não trabalha bem. Será que isso é algum absurdo?

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Pra completar,

esses mesmos defensores do concurso-público/servidor-de-carreira como a ÚNICA forma aceitável de prestação de serviço na área pública são os que abraçaram o Programa Mais Médicos, com profissionais cubanos – recém-chegados, claro… – atuando na Saúde Pública.

Pois bem, esses profissionais em muito pouco tempo criam vínculo com as pessoas… Pela natureza da sua formação, da sua postura, da sua visão de mundo. Então não tem nada a ver com “muito tempo no território”.

E o modo de contratação deles foi terceirizado, com a OPAS servindo como intermediária, repassando parte pequena dos recursos para os profissionais, retendo um tanto para si e outro tanto para o governo de Cuba.

Ou seja: os conceitos absolutos, inalteráveis, talhados em pedra (“só o concursado tem valor e compromisso!”) podem ser alterados sim…

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Outro exemplo:

é inadmissível usar recursos públicos para adquirir serviços da rede privada (de saúde ou de educação). Mas contratar radioterapia em hospitais particulares para servidores do município, ok. Pode para os servidores mas não para a população em geral?

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Sempre me lembro do Sindicato dos Metroviários – contra as PPPs para expansão do metrô, porque isso é “privatização”. Mas exigem convênio médico para sua categoria. Saúde privada, pois não?

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Tem um professor de educação infantil que comparece às audiências públicas e grita, ofende, acusa, debocha dos tucanos e vereadores da base. Imagine se algum servidor público vai a uma audiência em um governo do PT ou do PSOL e xinga o prefeito e os secretários, debocha das vereadoras… Em 2013, eu apenas fiz críticas (sem ofensas nem ironias) ao “plano” apresentado pelo Jilmar Tatto para ciclovias e nem conseguia concluir a fala, porque os defensores do governo interrompiam vaiando, gritando. “E você? E o seu governo, fez o que”?

A democracia exige muuuuita paciência. Principalmente com quem se usa da democracia detestando a democracia, isto é, usando seu direito de fala para agredir o outro lado. Às vezes me pergunto se eu ia aguentar mais quatro anos disso.

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(Sobre a crítica feita ao “plano cicloviário” do Secr. Jilmar Tatto: em sua apresentação, ele disse “Plano tem de monte, tá tudo na gaveta. Pra que tanto plano? A gente vai sair fazendo e pronto. Se depois descobrir que a ciclofaixa ta no lugar errado, desfaz. Teremos a humildade de reconhecer os erros”. Eu discordei. Não se trata de “humildade de reconhecer os erros”; não é correto gastar para fazer, desfazer, refazer. Era melhor aproveitar planos existentes que fossem considerados adequados).

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Last modified: 4 de dezembro de 2020

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